Furacão Simon no México: categoria 4 e ventos de 240 km/h
Furacão Simon no México chega à categoria 4, com ventos de 240 km/h. Entenda os alertas, riscos de chuvas extremas e previsão de chegada à costa.

O furacão Simon atingiu a categoria 4 na escala Saffir-Simpson neste sábado (10 de outubro de 2026), com ventos sustentados de 240 km/h, enquanto avança sobre o Oceano Pacífico em direção à costa oeste do México. O fenômeno ameaça principalmente os estados de Jalisco, Colima e Michoacán, onde autoridades alertam para o risco de ventos destrutivos, chuvas extremas, inundações e deslizamentos de terra.
Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), Simon apresentava, no boletim das 18h de sábado, horário do centro do México, pressão atmosférica mínima de 932 hectopascais e estava localizado aproximadamente 135 quilômetros ao sul-sudoeste de Manzanillo, no estado de Colima.
O furacão avançava lentamente para o norte, a cerca de 6 km/h. A previsão indicava que seu centro poderia alcançar a região costeira entre a noite de sábado e o domingo (11), embora a trajetória e a intensidade no momento do possível impacto ainda estivessem sujeitas a alterações.
As autoridades mexicanas iniciaram evacuações preventivas e adotaram medidas emergenciais para proteger moradores e turistas nas áreas mais vulneráveis.
Furacão Simon alcança categoria 4 e ameaça a costa mexicana
Simon passou por um processo de rápida intensificação antes de atingir a categoria 4, classificação reservada aos furacões com ventos sustentados entre 209 e 251 km/h.
De acordo com os boletins do NHC, o sistema alcançou a categoria 4 durante a madrugada de sábado, inicialmente com ventos de 220 km/h. Poucas horas depois, os ventos sustentados chegaram a 240 km/h, acompanhados de rajadas estimadas em até 290 km/h pelo Serviço Meteorológico Nacional do México.
Imagens de satélite divulgadas por plataformas de monitoramento meteorológico, incluindo o Zoom Earth, mostram a extensa circulação de nuvens associada ao fenômeno e a formação de um olho bem definido sobre o Oceano Pacífico.
O olho é a região central do furacão, geralmente caracterizada por condições relativamente mais calmas em comparação com a parede de nuvens ao seu redor, onde estão concentrados alguns dos ventos mais intensos.
Segundo a agência Reuters, a aproximação de Simon colocou em alerta comunidades costeiras, cidades turísticas e áreas portuárias do oeste mexicano.
Entre os locais que exigem maior atenção estão Manzanillo, no estado de Colima, e Puerto Vallarta, em Jalisco, dois importantes centros urbanos e econômicos situados na costa do Pacífico.
Chuvas podem ultrapassar 700 milímetros em algumas regiões
Apesar da intensidade dos ventos, um dos maiores perigos associados ao furacão Simon é a possibilidade de chuvas extremamente volumosas.
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos prevê acumulados generalizados de aproximadamente 250 a 500 milímetros em partes do sudoeste mexicano, com valores isolados que podem alcançar cerca de 760 milímetros nos estados de Michoacán, Colima e Jalisco.
Para compreender a dimensão desses números, um acumulado de 760 milímetros corresponde a aproximadamente 760 litros de água por metro quadrado, caso toda essa precipitação seja registrada em determinado local.
Esses volumes são previsões para áreas específicas, e não significam que todas as cidades afetadas receberão a mesma quantidade de chuva.
O risco é especialmente elevado nas regiões montanhosas, onde a combinação de solo encharcado, encostas íngremes e precipitações intensas pode provocar deslizamentos de terra e enxurradas repentinas.
Conforme informações da Associated Press, o NHC alertou para inundações potencialmente fatais e deslizamentos em áreas de relevo acidentado.
Mesmo localidades afastadas do ponto onde o centro do furacão eventualmente atingir a costa poderão sofrer consequências importantes devido à circulação de umidade associada à tempestade.
Ondas destrutivas e elevação do mar preocupam autoridades
Além das chuvas e dos ventos, Simon representa uma ameaça para comunidades próximas ao litoral devido à possibilidade de ressacas intensas e elevação anormal do nível do mar.
Esse fenômeno, conhecido como maré de tempestade, ocorre quando os ventos e a pressão atmosférica associados a um sistema intenso favorecem o avanço da água do oceano sobre áreas costeiras.
O NHC alertou que uma elevação perigosa do nível do mar poderia atingir regiões próximas e a leste do ponto de chegada do centro do furacão, acompanhada de ondas grandes e destrutivas.
A combinação desses fatores pode causar inundações em ruas próximas à costa, comprometer construções vulneráveis e dificultar a circulação de equipes de emergência.
As condições também representam perigo para embarcações, atividades pesqueiras e operações portuárias.
Jalisco inicia evacuações e suspende atividades escolares
Com a aproximação do furacão, autoridades do estado de Jalisco começaram a adotar medidas preventivas para reduzir os riscos à população.
Segundo a Associated Press, o governo estadual suspendeu aulas na sexta-feira (9) e na segunda-feira (12) em 22 municípios costeiros, além de iniciar a retirada de moradores de áreas consideradas vulneráveis.
O setor turístico de Puerto Vallarta também recebeu orientações para garantir que trabalhadores e visitantes permanecessem em locais seguros durante a passagem do fenômeno.
Na cidade, comerciantes, hotéis e outros estabelecimentos começaram a proteger portas e janelas, enquanto equipes de proteção civil acompanhavam a evolução das condições meteorológicas.
De acordo com a agência EFE, a aproximação do furacão mobilizou autoridades mexicanas diante da ameaça aos estados de Jalisco e Colima.
As recomendações incluem evitar deslocamentos desnecessários, manter distância de praias e áreas sujeitas a alagamentos e seguir as orientações emitidas pelos órgãos locais de proteção civil.
Por que a categoria 4 é considerada extremamente perigosa?
A escala Saffir-Simpson classifica furacões de 1 a 5 de acordo com a velocidade máxima dos ventos sustentados.
Os fenômenos classificados nas categorias 3, 4 e 5 são considerados grandes furacões, capazes de provocar danos graves em construções, redes de energia e infraestrutura.
Na categoria 4, os ventos sustentados variam de 209 a 251 km/h. Dependendo das características das estruturas atingidas, podem ocorrer danos significativos em telhados, fachadas, árvores e linhas de transmissão.
Entretanto, a classificação não considera diretamente todos os perigos associados ao fenômeno, como a quantidade de chuva, o risco de deslizamentos e a elevação do nível do mar.
Por isso, um furacão pode continuar causando consequências graves mesmo após perder intensidade e ser rebaixado para uma categoria inferior.
Outro ponto importante é que os ventos máximos registrados sobre o oceano não necessariamente serão observados com a mesma intensidade em todas as áreas do continente.
A força dos ventos em cada localidade dependerá da trajetória, da estrutura e da intensidade do sistema no momento de sua aproximação.
Simon se aproxima após passagem de outro furacão pelo México
A ameaça de Simon ocorre pouco tempo depois da passagem do furacão Polo pela região da Península da Baixa Califórnia.
Segundo a Reuters, Polo provocou inundações e danos materiais ao atingir o território mexicano na semana anterior, aumentando a preocupação com novos episódios de tempo severo no país.
A sucessão de sistemas reforça a importância do monitoramento meteorológico durante a temporada de furacões do Pacífico, que normalmente se estende de maio a novembro.
A formação desses fenômenos depende de diferentes condições atmosféricas e oceânicas, incluindo águas suficientemente aquecidas, umidade e organização dos ventos em diferentes níveis da atmosfera.
Quando essas condições são favoráveis, uma tempestade tropical pode ganhar intensidade rapidamente, reduzindo o tempo disponível para os preparativos nas áreas ameaçadas.
O que pode acontecer nas próximas horas?
As próximas atualizações meteorológicas serão decisivas para determinar o local e a intensidade com que Simon poderá alcançar a costa mexicana.
Até o boletim das 18h de sábado, no horário do centro do México, o NHC mantinha o furacão na categoria 4, com ventos sustentados de 240 km/h, ainda sobre o Oceano Pacífico.
A previsão indicava aproximação da costa centro-oeste mexicana entre a noite de sábado e o domingo, mas não havia confirmação de que o centro do fenômeno já tivesse atingido o continente naquele boletim.
Independentemente do ponto exato de chegada, áreas próximas poderão enfrentar chuvas torrenciais, ventos intensos, mar agitado e interrupções em serviços essenciais.
A população das regiões ameaçadas deve acompanhar os comunicados oficiais e seguir imediatamente as instruções das autoridades locais.
Novas informações sobre a trajetória, a intensidade e os possíveis impactos de Simon podem ser acompanhadas nos boletins do Centro Nacional de Furacões e nos comunicados meteorológicos do México.
Fontes consultadas
- National Hurricane Center (NHC) — Boletim oficial do furacão Simon, 10 de outubro de 2026
- Reuters — Hurricane Simon strengthens to Category 4 off Mexico coast
- Associated Press — Puerto Vallarta prepares as Hurricane Simon reaches Category 4
- Agência EFE — Huracán Simón amenaza las costas de Jalisco y Colima
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