Brasil no Fuerzas Comando 2026 termina em último lugar
Equipe brasileira somou 340,01 pontos e ficou em 17º entre 17 países; materiais oficiais consultados não detalham qual unidade compôs a delegação.

O Brasil no Fuerzas Comando 2026 terminou na 17ª e última colocação entre os 17 países participantes da competição internacional de operações especiais realizada em Assunção, no Paraguai. A equipe brasileira encerrou a disputa com 340,01 pontos.
A República Dominicana conquistou o título com 753,77 pontos, seguida pela Colômbia, com 748,89, e pelos Estados Unidos, com 720,35. A vitória dominicana foi posteriormente celebrada oficialmente pela Presidência do país.
O resultado brasileiro chamou atenção principalmente pelo contraste com campanhas anteriores. O Brasil já chegou a vencer o Fuerzas Comando e, em 2024, havia terminado muito mais próximo das primeiras posições.
Brasil no Fuerzas Comando 2026 ficou em 17º lugar
O Fuerzas Comando 2026 foi realizado entre os dias 24 e 28 de agosto e reuniu equipes de operações especiais de 17 países. O evento é patrocinado pelo Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) e executado pelo Special Operations Command South (SOCSOUTH), em cooperação com o país anfitrião.
De acordo com o material oficial divulgado pelo SOCSOUTH, participaram Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru e Estados Unidos.
A classificação final divulgada após as provas ficou assim:
- República Dominicana — 753,77 pontos
- Colômbia — 748,89
- Estados Unidos — 720,35
- México — 711,53
- Equador — 710,82
- Paraguai — 703,93
- Panamá — 656,30
- Peru — 643,41
- Honduras — 617,59
- El Salvador — 608,74
- Guatemala — 583,67
- Argentina — 559,41
- Bolívia — 519,32
- Belize — 505,69
- Jamaica — 495,20
- Costa Rica — 383,82
- Brasil — 340,01
A diferença entre Brasil e Costa Rica, penúltima colocada, foi de 43,81 pontos. Já em relação à campeã República Dominicana, a diferença chegou a 413,76 pontos.
Quais provas foram disputadas?
O Fuerzas Comando não se resume a uma única prova de tiro ou resistência. A programação oficial de 2026 incluiu uma série de avaliações físicas, técnicas e táticas realizadas ao longo da semana.
O primeiro evento pontuável foi um teste de aptidão física. Nos dias seguintes, os participantes enfrentaram provas de tiro com pistola e fuzil sob estresse, tiro de precisão e observação, um circuito combinado envolvendo franco-atiradores e operadores de assalto e uma marcha de 7,5 milhas — aproximadamente 12 quilômetros.
Também foram realizadas avaliações de combate em ambiente confinado e um desafio de aproximadamente duas milhas envolvendo a equipe.
A proposta do evento, segundo o próprio Comando Sul dos Estados Unidos, não é apenas determinar um vencedor. O Fuerzas Comando também busca promover treinamento, interoperabilidade, troca de conhecimentos e cooperação entre forças de operações especiais do continente.
Brasileiros realmente participaram da competição?
Sim. Registros produzidos pelo próprio SOCSOUTH mostram operadores brasileiros durante as provas.
Em uma fotografia oficial registrada em 26 de agosto, dois integrantes brasileiros aparecem subindo uma torre durante o circuito combinado. A legenda identifica os participantes como franco-atiradores das forças de operações especiais brasileiras.
Existe, entretanto, uma ressalva importante. O material oficial consultado pela Xplora News não especifica qual unidade brasileira formou a equipe participante de 2026.
Por esse motivo, não é possível atribuir automaticamente os 340,01 pontos ao Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro ou a uma unidade específica sem uma confirmação adicional.
Brasil já foi campeão do Fuerzas Comando
A última colocação de 2026 contrasta fortemente com o histórico brasileiro no torneio.
Em 2009, quando a competição ocorreu em Goiânia, o Brasil conquistou o primeiro lugar. Uma publicação oficial norte-americana da época registra o Brasil como campeão, seguido por Equador e Colômbia.
Mais recentemente, em 2024, a competição realizada no Panamá terminou com México em primeiro, Colômbia em segundo, Estados Unidos em terceiro e Panamá em quarto. A Revista Sociedade Militar registra o Brasil na quinta colocação daquela edição.
Assim, em um intervalo de dois anos entre suas participações citadas, a posição brasileira passou de quinto para 17º lugar.
Último lugar significa que o Brasil tem as piores forças especiais?
Não é possível tirar essa conclusão apenas com o resultado da competição.
O Fuerzas Comando avalia uma equipe específica enviada por cada país em um conjunto determinado de provas. Fatores como seleção dos participantes, preparação para aquele formato de competição, desempenho individual, erros durante as avaliações e eventuais penalidades podem afetar a pontuação.
Por isso, a classificação não funciona como um ranking absoluto da capacidade militar ou operacional de todas as unidades de forças especiais existentes em cada país.
O próprio Comando Sul dos Estados Unidos descreve o Fuerzas Comando como uma competição de habilidades que também busca fortalecer relações militares, treinamento e segurança regional.
O que aconteceu com a equipe brasileira?
Essa é justamente a principal pergunta que permanece sem uma resposta pública detalhada.
Até a publicação desta matéria, a Xplora News não localizou um comunicado oficial brasileiro explicando a pontuação de 340,01 nem informações suficientes para determinar se o desempenho foi causado por penalizações, falhas específicas, problemas físicos, composição da equipe ou simplesmente pelos resultados obtidos ao longo das diferentes provas.
Também permanece sem confirmação pública, nos materiais oficiais consultados, a identificação exata da unidade ou das unidades que compuseram a delegação brasileira.
Portanto, dois pontos podem ser separados com segurança: o Brasil realmente terminou em último lugar no Fuerzas Comando 2026, mas ainda faltam informações oficiais para explicar por que o desempenho ficou tão abaixo das campanhas anteriores.
Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.




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