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Cheia das Cataratas do Iguaçu provoca retirada de grades da passarela

Cheia das Cataratas do Iguaçu leva à retirada de grades da passarela após forte aumento da vazão. Entenda os riscos e as áreas interditadas no parque.

Por Matias Gomesoutubro 13, 20267 min de leitura
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A cheia das Cataratas do Iguaçu provocou a retirada preventiva das grades de proteção da passarela turística nesta terça-feira (13 de outubro de 2026), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A medida foi adotada após o aumento expressivo da vazão do Rio Iguaçu, causado pelas fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias.

Segundo informações divulgadas pela concessionária Urbia+Cataratas, responsável pela visitação turística no Parque Nacional do Iguaçu, o volume de água chegou a 10,5 milhões de litros por segundo nesta terça-feira. Uma atualização publicada pela Rádio União de Toledo apontou vazão de 12,2 milhões de litros por segundo às 14h, mais de oito vezes a média histórica de aproximadamente 1,5 milhão de litros por segundo.

As medições mostram a dimensão da cheia que atinge um dos principais cartões-postais do Brasil. O aumento da correnteza levou à adoção de protocolos de segurança, incluindo a interdição da passarela, a retirada de estruturas metálicas e o fechamento temporário de outros espaços turísticos.

Cheia das Cataratas do Iguaçu provoca retirada de grades da passarela

Na manhã de terça-feira (13), equipes de operação e segurança começaram a desmontar as grades laterais da passarela que permite aos visitantes se aproximarem das quedas d’água, na região da Garganta do Diabo.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram trabalhadores utilizando equipamentos de proteção enquanto realizam a operação em meio à intensa correnteza e à névoa produzida pelas quedas.

De acordo com o comunicado oficial da Urbia+Cataratas, a retirada das grades faz parte de um procedimento preventivo destinado a permitir a livre passagem da água durante períodos de vazão elevada.

A remoção das proteções diminui a obstrução ao escoamento e ajuda a reduzir a força exercida pela correnteza sobre esses componentes da estrutura. Materiais transportados pelo rio, como troncos e galhos, também podem representar riscos adicionais durante episódios de cheia.

A operação não representa a desmontagem completa da passarela nem significa que a estrutura tenha desabado. O procedimento envolve a retirada de componentes específicos, conforme os protocolos adotados pela administração do parque.

Vazão do Rio Iguaçu ultrapassa oito vezes a média histórica

O aumento do volume de água está relacionado às chuvas que atingem a bacia hidrográfica do Rio Iguaçu desde o fim de semana.

No domingo (11), a vazão já havia alcançado aproximadamente 8,8 milhões de litros por segundo, levando à interdição preventiva da passarela turística.

Na manhã de segunda-feira (12), o rio registrou 11,8 milhões de litros por segundo, considerado pela concessionária o maior volume de 2026 até aquele momento.

O cenário continuou sendo acompanhado nesta terça-feira (13). Embora o comunicado oficial tenha registrado 10,5 milhões de litros por segundo em uma de suas atualizações, uma medição posterior, divulgada pela Rádio União de Toledo, indicou 12,2 milhões de litros por segundo às 14h.

Para compreender a dimensão desse volume, a vazão média histórica das Cataratas é de cerca de 1.500 metros cúbicos por segundo. O registro de 12,2 milhões de litros equivale a aproximadamente 12.200 metros cúbicos de água passando a cada segundo.

Isso representa mais de oito vezes o fluxo médio. Em condições de cheia, o aumento da quantidade de água modifica significativamente a paisagem, intensificando as quedas, a turbulência e a formação de névoa.

A concessionária também informou que havia possibilidade de a vazão atingir 13 milhões de litros por segundo nas horas seguintes. O número foi apresentado como previsão, e não como volume efetivamente registrado.

Por que a passarela precisa ser interditada durante a cheia?

A passarela das Cataratas do Iguaçu está localizada em uma área diretamente exposta à força das águas, oferecendo aos turistas uma visão privilegiada das quedas.

Durante episódios de vazão elevada, o aumento da correnteza exige cuidados adicionais para proteger os visitantes, os trabalhadores e as estruturas instaladas nas proximidades do rio.

O protocolo divulgado pela Urbia+Cataratas estabelece diferentes procedimentos de acordo com o comportamento da vazão.

  • Monitoramento: em situações de cheia, as equipes técnicas acompanham o volume de água em intervalos que podem chegar a uma hora.
  • Interdição preventiva: a passarela é fechada quando a vazão ultrapassa 8,5 milhões de litros por segundo e apresenta tendência de aumento.
  • Retirada das grades: o procedimento é previsto quando a vazão fica entre 9 milhões e 12 milhões de litros por segundo, com tendência de alta.
  • Reabertura: depende da avaliação técnica das condições de segurança e da autorização de um engenheiro especializado.

Essas medidas têm o objetivo de reduzir os riscos durante situações de cheia extrema. A reabertura não depende apenas da diminuição momentânea do nível do rio, mas também da verificação das condições da estrutura.

Quais áreas das Cataratas do Iguaçu estão interditadas?

A cheia também provocou mudanças na circulação de turistas pelo Parque Nacional do Iguaçu.

Segundo o boletim oficial divulgado em 13 de outubro, estavam temporariamente interditados:

  • Passarela das Cataratas;
  • Mirante inferior do Espaço Naipi;
  • Circuito São João;
  • Espaço Usina;
  • Caminho do Poço Preto;
  • Trilha da Canafístula.

O Caminho das Bananeiras também permanecia fechado, mas por motivo de obras, conforme a administração do parque.

Por outro lado, a Trilha das Cataratas continuava aberta à visitação, permitindo que turistas observassem as quedas a partir dos pontos autorizados.

Portanto, a interdição da passarela não significa o fechamento completo do Parque Nacional do Iguaçu. As restrições podem mudar conforme o comportamento do rio e as avaliações realizadas pelas equipes responsáveis.

Cheias anteriores também exigiram medidas de segurança

Embora o atual volume de água seja muito superior à média histórica, episódios de cheia já provocaram restrições nas Cataratas do Iguaçu em outras ocasiões.

Em setembro de 2026, a passarela também precisou ser interditada devido ao aumento da vazão. Naquele episódio, o rio alcançou aproximadamente 10,1 milhões de litros por segundo durante o pico registrado no dia 12.

Após a redução do volume de água e uma avaliação técnica, a estrutura foi liberada novamente para visitação em 15 de setembro, conforme comunicado da concessionária.

Um episódio ainda mais intenso ocorreu em outubro de 2022, quando as Cataratas registraram aproximadamente 16,5 milhões de litros por segundo, cerca de 11 vezes a média histórica.

O registro foi divulgado pela própria administração do parque em 13 de outubro de 2022.

Esses antecedentes mostram que o aumento extraordinário da vazão não é um fenômeno inédito. No entanto, cada episódio apresenta características diferentes, determinadas pela distribuição das chuvas e pelo comportamento do Rio Iguaçu ao longo de sua bacia hidrográfica.

O que pode acontecer nos próximos dias?

A evolução da cheia depende principalmente das condições meteorológicas e da quantidade de água que continua chegando ao Rio Iguaçu a partir das regiões onde ocorreram as chuvas.

Como a água precipitada em diferentes pontos da bacia leva algum tempo para alcançar as Cataratas, o volume observado em Foz do Iguaçu pode continuar elevado mesmo após a diminuição das chuvas em determinadas localidades.

O acompanhamento da vazão é essencial para avaliar se a correnteza apresenta tendência de estabilização, aumento ou redução.

A administração do parque informou que as equipes seguem monitorando o rio e executando os procedimentos necessários para proteger trabalhadores, turistas e estruturas.

Até a atualização desta terça-feira (13), não havia uma data confirmada para a reabertura da passarela. A liberação dependerá de condições consideradas seguras pelos profissionais responsáveis.

Os visitantes devem consultar os comunicados oficiais das Cataratas do Iguaçu antes de programar o passeio, já que os acessos disponíveis podem ser alterados durante a cheia.

A retirada das grades representa uma medida preventiva diante da força extraordinária do Rio Iguaçu. A situação permanece sob monitoramento, enquanto a continuidade da cheia e a segurança das estruturas determinam os próximos passos para a retomada integral da visitação.


Fontes consultadas

Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.

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Matias Gomes

Matias Gomes é criador, autor e editor responsável pelo Xplora News. Atua com produção de conteúdo digital desde 2014 e é responsável pela seleção das pautas, consulta e verificação das fontes, contextualização, revisão e aprovação final das publicações sobre Brasil, mundo, geopolítica, tecnologia, clima e atualidades.

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