Enchentes na Tailândia afetam mais de 3 milhões de pessoas
Inundações que começaram em setembro ainda atingem Bangkok e dezenas de províncias; 31 mortes foram registradas e novas chuvas mantêm autoridades em alerta.

Grandes áreas da Tailândia continuam enfrentando inundações nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, após semanas de chuvas intensas atingirem diferentes regiões do país. As enchentes na Tailândia ainda afetam aproximadamente 3,14 milhões de pessoas em Bangkok e outras 27 províncias, enquanto autoridades meteorológicas alertam para novos episódios de chuva forte.
Imagens registradas nos últimos dias mostram bairros, estradas, áreas agrícolas e comunidades parcialmente tomadas pela água. Em Bang Khla, na província de Chachoengsao, no leste do país, vídeos registrados em 6 de outubro mostram extensas áreas inundadas. O material foi disponibilizado pela Reuters Connect, por meio da agência Spectee.
- As inundações continuam em Bangkok e outras 27 províncias.
- Mais de 3 milhões de pessoas permanecem afetadas.
- As autoridades contabilizam 31 mortes desde o início da crise.
Enchentes na Tailândia ainda atingem 27 províncias
De acordo com dados do Departamento de Prevenção e Mitigação de Desastres da Tailândia (DDPM), divulgados por veículos locais, as inundações continuavam atingindo Bangkok e 27 províncias em 6 de outubro.
O número de pessoas afetadas estava em aproximadamente 3,14 milhões. Mais de 1,14 milhão de residências permaneciam sob impacto das enchentes, de acordo com os dados oficiais reproduzidos pela imprensa tailandesa e em material publicado pela Reuters Connect.
A extensão do desastre mudou ao longo das últimas semanas conforme a água avançou ou recuou em diferentes regiões. Em 4 de outubro, por exemplo, o DDPM contabilizava 1.171.165 residências e 3.262.676 pessoas afetadas em 27 províncias e Bangkok.
As enchentes são resultado de períodos prolongados de chuva forte e muito forte, combinados com grandes volumes de água escoando do norte do país em direção às planícies centrais. Em algumas localidades, a água já começou a baixar; em outras, principalmente próximas a rios e regiões mais baixas, a situação permanece delicada.
Número de mortos chega a 31
As enchentes que atingem o país desde meados de setembro já deixaram 31 mortos, segundo o Ministério do Interior da Tailândia. O balanço foi divulgado em 5 de outubro e confirmado pela Reuters.
A Associated Press também informou que as mortes ocorreram em oito províncias. Quatro vítimas foram registradas em Bangkok.
A capital tailandesa esteve entre as áreas mais afetadas no fim de setembro. Chuvas intensas provocaram grandes alagamentos, interromperam o trânsito, deixaram veículos parcialmente submersos e levaram moradores de áreas vulneráveis a buscar abrigo.
Segundo a AP, todas as 50 divisões administrativas de Bangkok chegaram a ser declaradas áreas de desastre durante o período mais crítico das enchentes, medida que facilitou a mobilização de recursos emergenciais.
Imagens mostram grandes áreas tomadas pela água
Um dos registros mais recentes foi feito em Bang Khla, na província de Chachoengsao, em 6 de outubro. As imagens mostram extensas áreas cobertas pela água e ajudam a dimensionar como as inundações ainda persistem mesmo após o recuo observado em outras regiões.
O vídeo disponível no Reuters Connect foi fornecido pela Spectee e creditado originalmente a @NakaTukky. A própria plataforma informa que o conteúdo de terceiros disponibilizado por meio do serviço não foi verificado ou endossado diretamente pela Reuters. Por isso, a origem do material deve ser indicada corretamente quando ele for utilizado editorialmente.
Chachoengsao está entre as províncias que vêm enfrentando inundações durante a atual crise. Equipes de emergência também foram mobilizadas para auxiliar moradores, acelerar a drenagem e retirar pessoas de áreas onde a água permanece elevada.
Novas chuvas mantêm risco de mais inundações
A crise ainda não terminou. Em comunicado publicado em 6 de outubro, o Departamento Meteorológico da Tailândia (TMD) alertou para tempestades, rajadas de vento, granizo e chuva forte a muito forte entre os dias 6 e 7.
O alerta abrangia áreas do norte, centro, leste e sul do país, incluindo Bangkok e sua região metropolitana.
O órgão explicou que um sistema de alta pressão vindo da China estava avançando sobre partes do norte, nordeste e centro da Tailândia, ao mesmo tempo em que ventos transportavam umidade para o país e a monção de sudoeste continuava atuando sobre o Mar de Andaman, a Tailândia e o Golfo da Tailândia.
Essa combinação aumenta a possibilidade de chuva intensa em curto período. O TMD advertiu que o acumulado de precipitação pode provocar enchentes repentinas, transbordamentos e deslizamentos, principalmente em áreas próximas a encostas, cursos d’água e terrenos baixos.
A previsão também aponta possibilidade de uma nova intensificação das chuvas entre 9 e 13 de outubro, especialmente nas regiões leste, central — incluindo Bangkok — e sul.
Impactos das enchentes vão além das áreas alagadas
A dimensão da crise também começa a aparecer na economia. Nesta terça-feira, o governo tailandês pediu que empresas reduzam temporariamente as exportações de ovos entre 30% e 50% depois que as inundações provocaram perdas significativas na produção nacional.
Segundo a Reuters, a medida pretende proteger o abastecimento interno após a morte de grande quantidade de aves nas regiões atingidas. A orientação deverá permanecer até dezembro de 2026.
O episódio mostra como uma enchente prolongada pode produzir efeitos que vão além das áreas diretamente cobertas pela água, atingindo agricultura, transporte, comércio, abastecimento e infraestrutura.
O que deve acontecer agora
Embora algumas áreas apresentem recuo das águas, milhões de pessoas ainda vivem em regiões afetadas e o risco meteorológico permanece ativo.
A evolução da situação dependerá principalmente do volume de chuva nos próximos dias, do escoamento das águas acumuladas e dos níveis de rios e canais nas regiões central e leste.
As autoridades tailandesas continuam trabalhando na drenagem de áreas inundadas, distribuição de suprimentos e assistência às comunidades atingidas. Moradores de regiões vulneráveis foram orientados a acompanhar os alertas oficiais e se preparar para sair rapidamente de áreas de risco caso novos volumes elevados de chuva sejam registrados.
Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.




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