Pular para o conteúdo
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
XPLORANEWS
Início / Mundo
Mundo

F-16 da Argentina passam sobre fábrica da Embraer em SP

Seis caças comprados da Dinamarca atravessaram o território brasileiro acompanhados por dois KC-135 dos Estados Unidos durante o traslado para a Argentina.

Por Matias Gomessetembro 30, 20266 min de leitura
◯ Comentar

Seis F-16 da Argentina atravessaram o espaço aéreo brasileiro na tarde de terça-feira (29) acompanhados por dois aviões-tanque KC-135R Stratotanker da Força Aérea dos Estados Unidos. Durante o trajeto pelo país, a formação passou pela região de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, onde está localizado um dos principais complexos industriais da Embraer.

Os caças fazem parte do segundo lote de aeronaves F-16 comprado pela Argentina da Dinamarca. O grupo estava em um voo de transferência, conhecido no setor aeronáutico como ferry flight, cujo objetivo é levar as aeronaves do país de origem até sua nova base operacional.

Segundo informações publicadas pelo Brasil 247, a formação era composta pelos seis caças e por dois Boeing KC-135R americanos responsáveis pelo apoio de reabastecimento durante a longa viagem.

  • O que aconteceu: seis F-16 atravessaram o Brasil rumo à Argentina.
  • Quem participou: aeronaves argentinas e dois KC-135 da Força Aérea dos Estados Unidos.
  • Por que chamou atenção: a rota passou sobre a região do complexo da Embraer em Gavião Peixoto.

Como os F-16 da Argentina atravessaram o Brasil

Antes de entrarem no território brasileiro, os F-16 realizaram uma extensa viagem a partir da Europa. O segundo lote deixou a Dinamarca e teve escalas previstas em território espanhol antes da travessia do Atlântico.

Fontes que acompanharam a operação informaram que o grupo era formado por quatro F-16AM de um lugar e dois F-16BM de dois lugares. O conjunto representa a segunda entrega do programa argentino de aquisição de 24 caças usados da Dinamarca.

Os aviões-tanque KC-135 dos Estados Unidos tiveram papel importante especialmente na travessia oceânica. A capacidade de reabastecer os caças durante o voo permite ampliar significativamente o alcance da formação sem exigir pousos frequentes apenas para abastecimento.

Depois da travessia do Atlântico, os F-16 chegaram a Natal, no Rio Grande do Norte, que serviu como uma das escalas da operação antes da continuação do voo em direção à Argentina.

Formação atravessou diferentes regiões brasileiras

Após deixar Natal, a formação avançou para o sul pelo território brasileiro. De acordo com o levantamento publicado pelo Brasil 247, as aeronaves passaram por áreas da Paraíba e pela região de Petrolina, em Pernambuco, antes de seguirem por Bahia e Minas Gerais.

Já em São Paulo, os aviões entraram pela região próxima a Ribeirão Preto e continuaram em direção a Araraquara e Gavião Peixoto.

Por volta das 17h30, os seis caças e os dois aviões-tanque foram registrados na região a aproximadamente 34 mil pés de altitude, o equivalente a cerca de 10 quilômetros acima do solo.

A presença simultânea de oito aeronaves militares chamou atenção de observadores e moradores da região.

Por que a passagem sobre Gavião Peixoto chamou atenção?

Gavião Peixoto possui uma importância especial para a aviação brasileira. O município abriga um grande complexo da Embraer utilizado na fabricação, desenvolvimento e testes de diferentes aeronaves.

Entre os modelos ligados às instalações estão aeronaves militares como o A-29 Super Tucano e o KC-390 Millennium, além de jatos executivos da família Praetor.

A região também abriga a estrutura associada à produção brasileira do F-39 Gripen, caça desenvolvido pela sueca Saab e escolhido pela Força Aérea Brasileira para renovar sua frota de combate.

É justamente essa combinação que fez a passagem dos F-16 argentinos ganhar repercussão: dois modelos de caça relevantes para as forças aéreas sul-americanas acabaram ligados, naquele momento, à mesma região.

No entanto, as informações disponíveis não indicam que os F-16 tenham realizado uma missão sobre a fábrica, pousado nas instalações ou participado de qualquer atividade relacionada à Embraer. O registro disponível mostra que as aeronaves estavam apenas seguindo sua rota de transferência para a Argentina.

KC-135 dos EUA acompanharam os caças

Os Boeing KC-135 Stratotanker utilizados na operação pertencem à Força Aérea dos Estados Unidos e são aeronaves especializadas em reabastecimento aéreo.

Em operações desse tipo, uma mangueira ou sistema de transferência permite que uma aeronave receba combustível enquanto permanece em voo. Isso é particularmente útil no deslocamento de caças por milhares de quilômetros e em travessias oceânicas.

Os KC-135 já haviam apoiado os F-16 no trecho entre as Ilhas Canárias e Natal. Eles continuaram acompanhando a formação durante parte da etapa seguinte pelo território brasileiro.

Caças seguiram pelo Paraná antes de deixar o Brasil

Depois da passagem por Gavião Peixoto, a formação continuou em direção ao Sul do país. Os aviões passaram pelas regiões de Londrina e Campo Mourão, no Paraná.

Em seguida, deixaram o espaço aéreo brasileiro pela região de Foz do Iguaçu, próxima à fronteira com Argentina e Paraguai.

O destino do segundo lote era o Área Material Río Cuarto, na província argentina de Córdoba, estrutura utilizada no processo de recebimento e preparação das novas aeronaves.

Argentina está recebendo 24 F-16 da Dinamarca

A operação faz parte do programa argentino de aquisição de 24 caças F-16 provenientes da Dinamarca. A compra prevê entregas escalonadas enquanto a Força Aérea Argentina prepara pilotos, equipes de manutenção, infraestrutura e sistemas de apoio necessários à operação da nova frota.

Com a chegada do segundo grupo de seis aeronaves, a Argentina passa a reunir 12 dos 24 caças previstos no programa.

O lote mais recente é composto por quatro aeronaves F-16AM monoposto e duas F-16BM biposto. Os modelos bipostos possuem dois lugares e podem ser utilizados, entre outras funções, para treinamento e conversão operacional de pilotos.

O que está confirmado sobre o sobrevoo

Está confirmado que os seis F-16 estavam em uma operação de traslado internacional, que fizeram escala em Natal e que receberam apoio de aeronaves KC-135 dos Estados Unidos durante a viagem.

Também há registros da passagem da formação pela região de Araraquara e Gavião Peixoto antes de os aviões seguirem para o Paraná e, posteriormente, para território argentino.

A coincidência da rota com a localização da fábrica da Embraer gerou repercussão, mas até o momento não foi apresentada evidência de que a passagem sobre a região tenha ocorrido por algum interesse específico nas instalações brasileiras.

O episódio mostra principalmente a complexidade logística necessária para transferir uma formação de aviões de combate entre continentes, envolvendo escalas internacionais, reabastecimento aéreo e coordenação de tráfego através de vários países.


Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.

Compartilhe:WhatsAppFacebookX
Avatar de Matias Gomes

Matias Gomes

Matias Gomes é criador, autor e editor responsável pelo Xplora News. Atua com produção de conteúdo digital desde 2014 e é responsável pela seleção das pautas, consulta e verificação das fontes, contextualização, revisão e aprovação final das publicações sobre Brasil, mundo, geopolítica, tecnologia, clima e atualidades.

0 comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *