B-21 Raider realiza novos testes de voo na Califórnia
Dois exemplares do novo bombardeiro furtivo já participam da campanha de avaliação, enquanto a primeira base operacional se prepara para receber a aeronave em 2027.

O B-21 Raider, novo bombardeiro estratégico furtivo dos Estados Unidos, continua avançando em sua campanha de testes de voo na Califórnia. Novos registros da aeronave voltaram a chamar atenção enquanto dois exemplares do modelo participam de avaliações conduzidas principalmente a partir da Base Aérea de Edwards.
O programa entrou em uma etapa mais ampla de desenvolvimento. Além de verificar características de voo, a Força Aérea dos Estados Unidos vem realizando avaliações envolvendo sistemas de missão, integração de armamentos, participação de pilotos operacionais e reabastecimento aéreo.
- O que aconteceu: o B-21 continua realizando voos durante sua campanha de testes na Califórnia.
- Quem está envolvido: a Força Aérea dos Estados Unidos, a Northrop Grumman e equipes de testes em Edwards.
- Por que importa: o programa avança em direção à futura implantação do bombardeiro em sua primeira base operacional.
B-21 Raider em testes entra em fase mais avançada
A campanha ganhou capacidade adicional em setembro de 2025, quando um segundo B-21 Raider chegou à Base Aérea de Edwards. Segundo a Força Aérea dos Estados Unidos, a inclusão da segunda aeronave permitiu ampliar os trabalhos relacionados aos sistemas de missão e à integração de armamentos.
Os dois aviões não são utilizados necessariamente para os mesmos objetivos. Informações divulgadas pela Air & Space Forces Magazine indicam que um dos exemplares vem sendo empregado principalmente na expansão do chamado envelope de voo, conjunto de condições de velocidade, altitude e manobras nas quais a aeronave é avaliada, enquanto o segundo permite ampliar testes de sistemas e integração de armas.
Em 2026, o programa também avançou em avaliações envolvendo reabastecimento aéreo. Um B-21 participou de uma missão com um KC-135 Stratotanker, capacidade especialmente importante para uma aeronave projetada para executar missões de ataque de longo alcance.
O que é o B-21 Raider
Desenvolvido pela Northrop Grumman para a Força Aérea dos Estados Unidos, o B-21 é um bombardeiro estratégico de longo alcance desenvolvido com tecnologias de baixa observabilidade, popularmente conhecidas como tecnologias furtivas.
A aeronave utiliza uma configuração de asa voadora semelhante visualmente à do B-2 Spirit, mas foi desenvolvida como uma plataforma de nova geração, com arquitetura digital e sistemas destinados a permitir operações em ambientes protegidos por sistemas avançados de defesa aérea.
Segundo a Força Aérea dos Estados Unidos, o Raider poderá transportar armamentos convencionais e nucleares. Grande parte das especificações relacionadas a desempenho, sensores, alcance e capacidades permanece sob sigilo.
O B-21 deverá assumir gradualmente funções atualmente desempenhadas pelos bombardeiros B-1B Lancer e B-2 Spirit, enquanto outros modelos da frota americana, como o B-52, continuam passando por programas de modernização.
Primeiros B-21 devem chegar a Ellsworth em 2027
Enquanto os testes continuam na Califórnia, a Força Aérea prepara a Base Aérea de Ellsworth, em Dakota do Sul, para receber o B-21.
Ellsworth foi escolhida como a primeira principal base operacional do Raider e passa por obras e adaptações destinadas à chegada da nova aeronave. A Força Aérea mantém o planejamento para que B-21 sejam levados à base a partir de 2027.
Em setembro de 2026, a Oitava Força Aérea anunciou a ativação de uma unidade destinada a coordenar a integração do bombardeiro em Ellsworth. O comunicado oficial afirma que os preparativos continuam avançando para a chegada da aeronave.
Mais informações sobre os preparativos podem ser consultadas no comunicado oficial da Base Aérea de Ellsworth.
Produção do novo bombardeiro também está sendo ampliada
O programa não avança apenas na etapa de testes. Em fevereiro de 2026, o Departamento da Força Aérea anunciou um acordo com a Northrop Grumman para aumentar em 25% a capacidade anual planejada de produção do B-21.
A iniciativa utiliza US$ 4,5 bilhões em recursos autorizados e tem como objetivo acelerar a disponibilidade das aeronaves para a futura frota da Força Aérea.
Chegar em 2027 não significa capacidade operacional plena
Existe uma diferença importante entre a chegada de aeronaves a uma base operacional e a declaração de que o sistema atingiu capacidade operacional inicial.
O secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, afirmou que um dos B-21 utilizados na campanha de testes poderá posteriormente ser transferido de Edwards para Ellsworth e convertido para uma configuração mais próxima dos exemplares operacionais.
Por isso, afirmar simplesmente que o B-21 “entrará em serviço ativo em 2027” pode transmitir uma conclusão mais definitiva do que as informações disponíveis sustentam.
O que está confirmado é que a Força Aérea trabalha para começar a levar aeronaves do programa para Ellsworth em 2027, dando início a uma nova etapa de treinamento, integração e preparação operacional.
A ficha técnica do B-21 publicada pela Air & Space Forces Magazine ainda não apresenta uma data definida para a capacidade operacional inicial, conhecida pela sigla IOC, em inglês.
O que ainda não se sabe
Muitos detalhes técnicos do B-21 permanecem protegidos por sigilo. A Força Aérea não divulga publicamente informações completas sobre alcance, velocidade, assinatura radar, sensores ou configuração exata de armamentos.
Também é importante separar a campanha oficial de testes dos vídeos que aparecem nas redes sociais. A existência de dois B-21 em testes de voo em Edwards está confirmada, mas um vídeo publicado nas redes não deve ser atribuído automaticamente a uma missão, data ou objetivo específico sem confirmação adicional.
O estágio atual mostra que o programa continua avançando: existem duas aeronaves participando dos testes, a infraestrutura da primeira base operacional está sendo preparada e a capacidade de produção está sendo ampliada.
O próximo marco importante será acompanhar a transferência de aeronaves para Ellsworth e a evolução do programa até que a Força Aérea declare formalmente suas primeiras capacidades operacionais.
Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.




0 comentários