Voo da Flydubai cai 14 mil pés após ataque dentro da cabine
Aeronave que seguia de Dubai para Tel Aviv chegou a transmitir código associado a interferência ilícita; autoridades investigam a motivação do copiloto.

Um incidente no voo da Flydubai que seguia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para Tel Aviv, em Israel, terminou em um pouso de emergência na Arábia Saudita nesta quarta-feira (30). Durante o episódio, a aeronave perdeu mais de 14 mil pés de altitude em poucos segundos enquanto ocorria uma violenta ocorrência dentro da cabine.
O voo FZ1073 conseguiu pousar em segurança no Aeroporto Internacional Príncipe Sultan bin Abdulaziz, em Tabuk, no noroeste saudita. O operador do aeroporto confirmou que o comandante e o copiloto ficaram feridos e que os passageiros foram posteriormente transferidos para outra aeronave para continuar a viagem.
O episódio ganhou contornos ainda mais graves após autoridades israelenses afirmarem que o copiloto teria atacado o comandante e tentado assumir o controle do avião. A hipótese de que ele pretendia provocar a queda da aeronave, porém, ainda não foi estabelecida como conclusão oficial da investigação.
O que aconteceu no incidente no voo da Flydubai
O FZ1073 havia partido de Dubai com destino ao Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv. Durante o trajeto sobre a Arábia Saudita, a aeronave começou a apresentar uma sequência incomum de códigos de emergência e alterações bruscas no voo.
Dados divulgados pelo Flightradar24 mostram que o avião inicialmente transmitiu o código 7700, utilizado para uma emergência geral. Em seguida, foi selecionado o código 7500, empregado na aviação internacional para sinalizar interferência ilícita, situação que pode incluir um sequestro de aeronave. Depois disso, o código 7700 voltou a aparecer.
Ao mesmo tempo, o avião entrou em uma descida extremamente rápida. Segundo dados citados pela Reuters a partir do rastreamento do voo, a aeronave perdeu mais de 14 mil pés — aproximadamente 4,3 quilômetros — em cerca de 30 segundos.
A queda abrupta provocou momentos de pânico entre os passageiros.
Autoridades israelenses falam em ataque dentro da cabine
Segundo autoridades israelenses ouvidas pela Reuters, o episódio começou quando o copiloto teria atacado o comandante dentro do cockpit.
O comandante ficou ferido, mas teria conseguido liberar o acesso à cabine. Passageiros e integrantes da tripulação conseguiram então entrar no cockpit e conter o suspeito.
Relatos divulgados após o pouso indicam que havia uma segunda tripulação da Flydubai viajando a bordo. Pilotos dessa equipe teriam assumido os controles e conduzido o avião até Tabuk.
Imagens e relatos descritos pela Reuters mostraram os dois pilotos feridos após a luta dentro da cabine. Ambos receberam atendimento médico depois do pouso.
Copiloto tentou derrubar o avião?
Essa é uma das questões centrais que ainda permanecem abertas.
Autoridades israelenses afirmaram que o copiloto aparentemente tentou provocar a queda do avião. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também declarou que passageiros ajudaram a impedir que o suspeito mantivesse o controle da aeronave.
A motivação, entretanto, ainda não foi determinada oficialmente.
A Flydubai pediu cautela com especulações enquanto as circunstâncias do caso são investigadas. Até o momento, portanto, é necessário diferenciar a agressão e o pouso de emergência — fatos sustentados por múltiplas fontes — da possível intenção de derrubar o avião, que permanece como uma alegação investigada pelas autoridades.
Por que o código 7500 chamou atenção
Um dos elementos mais importantes do episódio foi a transmissão do código 7500 pelo transponder da aeronave.
Os aviões comerciais utilizam códigos numéricos no transponder para transmitir determinadas situações aos controladores de tráfego aéreo. Entre os códigos de emergência mais conhecidos estão o 7700, para uma emergência geral, e o 7500, relacionado a interferência ilícita.
O código não explica, sozinho, exatamente o que estava acontecendo dentro da aeronave. Ele funciona como um alerta para os controladores de que existe uma situação de segurança potencialmente grave.
No caso do FZ1073, a sequência 7700, 7500 e novamente 7700 ocorreu enquanto o avião mudava de trajetória e posteriormente seguia para Tabuk.
172 pessoas estavam a bordo
Dados divulgados posteriormente pela Reuters indicam que havia 172 pessoas a bordo, sendo 169 cidadãos israelenses.
Apesar da queda rápida de altitude e da luta dentro da cabine, nenhum passageiro morreu.
Depois do pouso, o suspeito foi detido pelas autoridades da Arábia Saudita. O comandante e o copiloto receberam atendimento médico.
O Aeroporto Internacional Príncipe Sultan bin Abdulaziz informou posteriormente que todos os passageiros deixaram Tabuk a bordo de uma aeronave substituta da Flydubai, que decolou às 17h40 no horário local.
O que já está confirmado
- O voo FZ1073 seguia de Dubai para Tel Aviv.
- A aeronave declarou uma emergência e desviou para Tabuk.
- Os códigos 7700 e 7500 foram transmitidos durante o episódio.
- O avião sofreu uma queda abrupta de mais de 14 mil pés.
- O comandante e o copiloto ficaram feridos.
- A aeronave pousou em segurança na Arábia Saudita.
- O suspeito foi detido pelas autoridades sauditas.
- Os passageiros continuaram posteriormente a viagem em outra aeronave.
O que ainda não se sabe
A principal questão que permanece sem resposta é a motivação do ataque.
As autoridades ainda precisam esclarecer por que a agressão ocorreu, como o objeto utilizado no ataque chegou à cabine e se havia planejamento prévio.
Também será necessário determinar tecnicamente o que provocou a rápida perda de altitude e reconstruir quais comandos foram realizados durante os segundos mais críticos do episódio.
A investigação saudita deverá ser fundamental para definir se o caso será tratado como tentativa de sequestro, atentado, violência individual a bordo ou outra categoria criminal.
Até que essas apurações sejam concluídas, afirmações sobre a intenção específica do copiloto devem ser tratadas como alegações, e não como conclusão definitiva.
Passageiros seguiram viagem após o pouso
Após permanecerem em Tabuk durante a investigação inicial e os procedimentos de emergência, os passageiros receberam assistência no aeroporto.
Uma aeronave substituta da Flydubai foi enviada para buscar o grupo e continuar a viagem até o destino final.
O caso também provocou uma revisão das medidas de segurança israelenses relacionadas a tripulações de companhias estrangeiras que operam voos para o país.
As autoridades deverão agora concentrar a investigação na dinâmica da agressão, na sequência de comandos realizados dentro do cockpit e, principalmente, na motivação do suspeito.
Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.




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