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segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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Pacífico tem três furacões simultâneos com El Niño em alta

Karina, Lowell e Marie permanecem ativos simultaneamente; Lowell segue na categoria 4, enquanto o El Niño continua em processo de fortalecimento.

Por Matias Gomessetembro 3, 20268 min de leitura
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Três furacões estão ativos ao mesmo tempo no Oceano Pacífico nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026. Karina, Lowell e Marie formam um incomum conjunto de ciclones tropicais entre o Pacífico Oriental e Central em meio ao fortalecimento do El Niño.

A situação ganhou destaque após a MetSul Meteorologia apontar que dois dos sistemas haviam alcançado a categoria 4 na escala Saffir-Simpson. Desde então, porém, Karina perdeu intensidade. Nos boletins oficiais mais recentes, Lowell permanece como categoria 4, Karina aparece como categoria 3 e Marie como categoria 1.

  • Lowell: categoria 4, com ventos sustentados de aproximadamente 220 km/h.
  • Karina: categoria 3, com ventos sustentados próximos de 185 km/h.
  • Marie: categoria 1, com ventos sustentados ao redor de 150 km/h.

As classificações representam a situação disponível durante esta quinta-feira e podem mudar rapidamente conforme os furacões avançam sobre diferentes áreas do oceano.

Por que há três furacões no Pacífico ao mesmo tempo?

A ocorrência simultânea chama atenção, mas não significa que os três sistemas tenham surgido de uma única tempestade ou que estejam necessariamente interagindo diretamente entre si. Cada furacão possui sua própria circulação e trajetória.

O que eles compartilham é um ambiente de grande escala favorável ao desenvolvimento de ciclones tropicais em diferentes partes do Pacífico.

Um dos componentes desse cenário é o El Niño de 2026. O fenômeno está ativo e em processo de fortalecimento, com temperaturas da superfície do mar acima do normal em extensas áreas do Pacífico equatorial.

A discussão climática mais recente do Climate Prediction Center, ligado à NOAA, informou em 13 de agosto que as anomalias de temperatura da superfície do oceano ultrapassavam 2°C em setores do Pacífico equatorial oriental.

O órgão calculava ainda probabilidade superior a 90% de que o episódio alcance intensidade classificada como muito forte durante o outono e o inverno de 2026-2027 no Hemisfério Norte.

Esse aquecimento modifica a circulação atmosférica e oceânica do Pacífico e pode favorecer condições mais adequadas para a organização e intensificação de ciclones tropicais no setor oriental da bacia.

O Xplora News já mostrou anteriormente como o fortalecimento do El Niño em 2026 também passou a influenciar padrões meteorológicos na América do Sul.

Lowell permanece como poderoso furacão de categoria 4

Entre os três sistemas, Lowell é atualmente o mais intenso.

No boletim divulgado na manhã desta quinta-feira, o Central Pacific Hurricane Center estimou ventos máximos sustentados próximos de 140 milhas por hora, aproximadamente 220 km/h. Isso mantém Lowell como um furacão de categoria 4.

O centro do sistema estava cerca de 720 quilômetros ao sul-sudoeste de Hilo, no Havaí, avançando em direção geral ao oeste.

A previsão oficial indicava que Lowell deveria permanecer como um grande furacão durante os próximos dias, embora oscilações de intensidade sejam possíveis.

Não havia indicação de impacto direto do centro do furacão sobre as ilhas naquele boletim. Mesmo assim, ondas produzidas pela circulação de Lowell já avançavam em direção ao Havaí e poderiam provocar mar perigoso e fortes correntes de retorno.

As autoridades meteorológicas norte-americanas orientavam moradores e visitantes do arquipélago a acompanhar a evolução do sistema.

Karina já enfraqueceu após atingir categoria 4

Karina também chegou a alcançar a categoria 4, razão pela qual algumas publicações desta quinta-feira ainda descrevem dois furacões simultaneamente nessa classificação.

A situação mudou ao longo das horas.

O boletim das 5h no horário do Havaí indicava que Karina apresentava ventos sustentados de aproximadamente 185 km/h, passando a ser classificado como furacão de categoria 3.

O centro estava cerca de 1.925 quilômetros a leste de Hilo e avançava para oeste.

A previsão do National Hurricane Center apontava enfraquecimento gradual durante os dias seguintes, embora Karina ainda devesse permanecer como furacão por algum tempo.

Naquele boletim, não havia avisos ou alertas costeiros associados diretamente ao sistema.

Marie pode ganhar um pouco mais de força

Mais a leste está Marie, o terceiro furacão do conjunto.

Marie apresentava ventos sustentados próximos de 150 km/h nesta quinta-feira, mantendo classificação de categoria 1.

O sistema estava aproximadamente 660 quilômetros a sudoeste do extremo sul da Península da Baixa Califórnia, no México, e avançava para oeste-noroeste.

A previsão oficial indicava possibilidade de algum fortalecimento adicional antes do início de uma tendência de enfraquecimento durante o fim de semana.

Embora o centro permanecesse distante da costa, ondas geradas pelo furacão poderiam alcançar partes do sudoeste do México e da Península da Baixa Califórnia e posteriormente avançar em direção ao sul da Califórnia.

El Niño ajuda a explicar o ambiente favorável

O El Niño não deve ser interpretado como a causa isolada de cada um desses furacões. Ciclones tropicais dependem de uma combinação de fatores, incluindo temperatura da água, umidade atmosférica, organização das tempestades e cisalhamento vertical do vento.

Entretanto, o fenômeno altera justamente algumas dessas condições em grande escala.

Durante episódios de El Niño, o Pacífico tropical oriental tende a apresentar águas mais quentes e mudanças na circulação atmosférica. Isso pode ampliar a quantidade de energia disponível e criar ambientes mais favoráveis à atividade ciclônica em partes do Pacífico.

A NOAA informou em agosto que o atual El Niño estava se fortalecendo e calculou 69% de probabilidade de o episódio alcançar um nível histórico entre outubro e dezembro de 2026, considerando um índice climático de três meses que superaria episódios anteriores desde 1950.

A própria agência ressalta, entretanto, que mesmo um El Niño extremamente forte não garante impactos específicos em cada região. O fenômeno modifica probabilidades climáticas, mas não determina sozinho a formação de um furacão, uma tempestade ou qualquer evento meteorológico individual.

Essa diferença também é importante em outras discussões envolvendo tempo severo. Em agosto, o Xplora News explicou por que o fortalecimento do El Niño não pode ser transformado automaticamente em uma previsão de tornados específicos no Sul do Brasil.

Três furacões simultâneos não significam três ameaças diretas à costa

Uma imagem de satélite mostrando vários ciclones ao mesmo tempo pode transmitir a impressão de que enormes áreas costeiras estão diante de impactos diretos. A posição e a trajetória de cada sistema, entretanto, precisam ser analisadas separadamente.

Karina seguia sobre águas abertas, sem alertas costeiros associados no boletim consultado. Marie também permanecia afastado da costa, embora suas ondas pudessem produzir condições perigosas em praias do México e posteriormente da Califórnia.

Lowell merece acompanhamento mais próximo no Havaí devido à sua posição e à previsão de ondas perigosas, mas isso não significa que uma passagem direta do centro do furacão pelo arquipélago esteja confirmada.

As trajetórias e intensidades podem mudar conforme os sistemas encontram águas mais frias, diferentes níveis de umidade e alterações nos ventos em altitude.

O que acompanhar agora

Os próximos boletins deverão mostrar principalmente se Lowell conseguirá manter a categoria 4, a velocidade do enfraquecimento de Karina e até onde Marie poderá ganhar intensidade antes de entrar em condições menos favoráveis.

Também será importante acompanhar o comportamento do El Niño. A próxima discussão mensal oficial do Climate Prediction Center está programada para 10 de setembro e deverá trazer uma nova avaliação sobre a intensidade do fenômeno e sua provável evolução durante os últimos meses de 2026.

Assim, o cenário desta quinta-feira confirma um fato incomum e visualmente impressionante: Karina, Lowell e Marie estão ativos simultaneamente como furacões no Pacífico. A intensidade individual de cada sistema, entretanto, já mudou desde as primeiras informações divulgadas durante a madrugada e continuará sujeita a novas atualizações.

Nota editorial: o Xplora News não realiza previsão do tempo nem emite alertas meteorológicos. Esta matéria organiza informações divulgadas por órgãos oficiais e fontes meteorológicas. Para decisões de segurança, consulte os alertas dos serviços meteorológicos e autoridades responsáveis pela sua localização.

Sobre as imagens: registros utilizados na cobertura podem ser do próprio evento ou imagens de apoio. Uma imagem ilustrativa não significa que aquela situação ocorreu exatamente no local citado nem que o fenômeno previsto ocorrerá na cidade de quem visualiza o conteúdo. Consulte sempre as informações oficiais específicas para sua localização.


Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.

Fontes consultadas

  • National Hurricane Center e Central Pacific Hurricane Center — boletins de Karina, Lowell e Marie de 3 de setembro de 2026.
  • NOAA Climate Prediction Center — ENSO Diagnostic Discussion de 13 de agosto de 2026.
  • MetSul Meteorologia — levantamento sobre a atuação simultânea de Karina, Lowell e Marie.
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Matias Gomes

Matias Gomes é criador, autor e editor responsável pelo Xplora News. Atua com produção de conteúdo digital desde 2014 e é responsável pela seleção das pautas, consulta e verificação das fontes, contextualização, revisão e aprovação final das publicações sobre Brasil, mundo, geopolítica, tecnologia, clima e atualidades.

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