O primeiro episódio de chuva volumosa associado ao El Niño de 2026 já tem data para chegar ao Sul do Brasil. Segundo a MetSul Meteorologia, a instabilidade começa a ganhar força a partir deste sábado, 27 de junho, e deve se estender até quinta-feira, 2 de julho, atingindo áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
A previsão indica acumulados elevados em poucos dias, com marcas acima de 100 mm em diversas cidades e possibilidade de volumes entre 150 mm e 200 mm em alguns pontos. As áreas de maior atenção, segundo a MetSul, incluem o Noroeste e Norte do Rio Grande do Sul, o Oeste, Meio-Oeste e Planalto Sul de Santa Catarina, além do Sudoeste e Sul do Paraná.
A mudança no tempo começa no sábado, com aumento de nuvens e chuva em diferentes pontos do Paraná. Ao longo do dia, a instabilidade avança para Santa Catarina e também alcança setores do Oeste e Norte gaúcho. No domingo, 28 de junho, a chuva deve atingir todo o Rio Grande do Sul, grande parte de Santa Catarina e áreas do Paraná, com risco de pancadas localmente fortes.
Na segunda-feira, 29 de junho, a chuva tende a se concentrar mais em Santa Catarina e no Paraná, enquanto o tempo melhora em parte do Rio Grande do Sul. O cenário volta a mudar na terça-feira, 30 de junho, quando o sistema recua e leva chuva novamente para o Norte gaúcho. O período de maior atenção deve ocorrer na quarta-feira, 1º de julho, quando a frente se intensifica e pode provocar chuva mais forte em áreas do Norte e Leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná.
O risco não está apenas no volume total, mas também na persistência da instabilidade. De acordo com a MetSul, um bloqueio atmosférico deve impedir o avanço normal da frente fria, fazendo com que a chuva permaneça por vários dias sobre parte da Região Sul. Esse tipo de configuração aumenta o risco de alagamentos, cheias de rios e transtornos em áreas urbanas e rurais.
A MetSul também alerta para a possibilidade de temporais isolados, com raios, queda de granizo e rajadas de vento forte. Isso não significa que todas as cidades terão temporais severos, mas indica que algumas áreas podem registrar chuva intensa em curto período, especialmente onde a instabilidade se organizar com mais força.
O episódio é importante porque ocorre em um momento em que o El Niño volta a influenciar o clima. A NOAA, agência climática dos Estados Unidos, declarou em 11 de junho de 2026 que as condições de El Niño estão presentes e devem se fortalecer nos próximos meses. O fenômeno é marcado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e costuma alterar padrões de chuva e temperatura em várias partes do mundo.
No Sul do Brasil, o El Niño costuma favorecer períodos de chuva acima da média, especialmente quando frentes frias ficam bloqueadas ou avançam lentamente. A MetSul aponta que, por causa do fenômeno, a chuva deve aumentar muito na Região Sul ao longo do segundo semestre, com maior risco de tempestades frequentes, chuva excessiva, cheias de rios e enchentes. O período mais crítico, segundo a previsão, deve ocorrer entre setembro e dezembro.
Por isso, este primeiro episódio de chuva volumosa funciona como um sinal de atenção para os próximos meses. A recomendação é acompanhar os alertas meteorológicos, evitar áreas de risco durante temporais e observar possíveis atualizações da previsão, já que os volumes podem mudar conforme o posicionamento da frente fria e do bloqueio atmosférico.
Fontes: MetSul Meteorologia e NOAA/CPC.

