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sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Pentágono divulga 71 arquivos sobre OVNIs em nova leva

Nova divulgação reúne 55 documentos, 15 vídeos e uma gravação de áudio, incluindo registros militares do Oriente Médio que continuam oficialmente sem explicação definitiva.

Por Matias Gomessetembro 18, 20266 min de leitura
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O Pentágono divulgou nesta sexta-feira, 18 de setembro, uma nova leva de arquivos sobre OVNIs, chamados oficialmente pelo governo dos Estados Unidos de fenômenos anômalos não identificados, ou UAPs. O pacote reúne 71 arquivos produzidos ou recebidos por órgãos americanos e inclui registros que vão de 1952 a 2025.

São 55 documentos em PDF, 15 vídeos e uma gravação de áudio. Do total, 67 arquivos estão associados ao Departamento de Guerra dos Estados Unidos e quatro vieram de autoridades policiais locais do Colorado. Segundo levantamento da CBS News, 64 dos 71 registros possuem algum tipo de trecho censurado.

  • O que aconteceu: uma nova leva de documentos e vídeos relacionados a UAPs foi tornada pública.
  • Quem está envolvido: Pentágono, AARO, comandos militares dos Estados Unidos e autoridades policiais locais.
  • Por que importa: parte dos casos continua oficialmente sem uma explicação definitiva, embora isso não signifique comprovação de origem extraterrestre.

O que mostram os novos arquivos sobre OVNIs

Parte do material divulgado é composta por registros produzidos durante operações militares. Entre eles está o DOW-UAP-PR135, um vídeo infravermelho de aproximadamente um minuto associado a um episódio registrado no Oriente Médio em 2025.

De acordo com a descrição oficial publicada pelo All-domain Anomaly Resolution Office (AARO), o Comando Central dos Estados Unidos, conhecido como CENTCOM, encaminhou o caso para análise. As imagens foram obtidas por um sensor infravermelho instalado em uma plataforma militar americana.

O relatório de missão associado ao vídeo, identificado como DOW-UAP-D108, descreve o fenômeno como seis pequenos objetos esféricos agrupados. O responsável pelo registro afirmou que eles pareciam ágeis e mudavam frequentemente de direção.

A velocidade foi estimada pelo observador em 480 milhas por hora, aproximadamente 770 km/h. O próprio documento deixa claro que se trata de uma estimativa. O relatório também registra que o meio de propulsão era desconhecido e que não houve recuperação de objetos ou materiais.

O vídeo oficial está disponível no serviço de mídia do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o DVIDS.

O vídeo continua classificado como não resolvido

Embora o registro permaneça oficialmente classificado como não resolvido, essa definição exige cautela. Para o AARO, um caso não resolvido é aquele em que o governo não possui informações suficientes para fazer uma determinação definitiva sobre a natureza do fenômeno observado.

Isso significa que a classificação não deve ser interpretada automaticamente como evidência de uma aeronave desconhecida, tecnologia extraordinária ou origem extraterrestre. Entre as razões possíveis para um caso permanecer aberto estão limitações dos sensores, quantidade insuficiente de dados ou ausência de informações que permitam identificar com segurança o objeto observado.

A própria descrição que acompanha o PR135 ressalta que a explicação fornecida sobre o que aparece nas imagens tem caráter informativo e não representa uma conclusão analítica sobre a validade, a natureza ou a importância do fenômeno.

Arquivos incluem estudos sobre warp drive e antigravidade

Outro conjunto que chama atenção dentro da nova divulgação está relacionado ao Advanced Aerospace Weapon System Applications Program (AAWSAP), programa criado pela Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos em 2008 para estudar possíveis ameaças e tecnologias aeroespaciais de longo prazo.

A leva inclui dezenas de documentos técnicos produzidos no âmbito do programa. Entre os temas aparecem conceitos como warp drive, buracos de minhoca atravessáveis, antigravidade, propulsão envolvendo massa negativa, metamateriais e camuflagem de invisibilidade.

Os títulos podem sugerir tecnologias de ficção científica, mas sua presença nos arquivos não significa que o governo americano tenha construído, dominado ou comprovado a existência desses sistemas. Os documentos eram estudos técnicos e teóricos destinados a avaliar possíveis tecnologias aeroespaciais avançadas e suas implicações.

Um documento de julho de 2008 estabelece que o objetivo do AAWSAP era compreender a física e a engenharia de possíveis tecnologias capazes de representar ameaças futuras, com horizonte de análise chegando a 2050.

Nova leva também recupera casos históricos

A divulgação não se limita a registros recentes. Entre os materiais aparecem documentos relacionados ao conhecido caso de Tremonton, em Utah, de 1952, investigado durante a era dos primeiros programas da Força Aérea dos Estados Unidos dedicados aos chamados discos voadores.

O pacote inclui arquivos ligados ao Project Blue Book, registros sobre o militar Delbert Newhouse e uma versão digitalizada do filme feito próximo a Tremonton naquele ano.

Também foi divulgada uma gravação envolvendo o capitão Edward J. Ruppelt, que desempenhou papel importante nas primeiras investigações oficiais americanas sobre relatos de objetos aéreos não identificados.

Divulgação não comprova existência de extraterrestres

A principal distinção para interpretar os arquivos sobre OVNIs é a diferença entre algo não identificado e algo de origem desconhecida ou extraterrestre.

Os novos registros confirmam que militares, sensores e autoridades americanas documentaram fenômenos que, com as informações atualmente disponíveis, não receberam uma identificação definitiva. Isso, por si só, não determina o que os objetos eram.

No caso do PR135, por exemplo, existem imagens infravermelhas, uma descrição do observador e estimativas sobre velocidade e comportamento. Ao mesmo tempo, informações importantes sobre a plataforma, os sensores e o local exato da operação permanecem censuradas.

Por isso, continua em aberto a questão central: qual era a natureza dos objetos registrados? A documentação divulgada até agora não oferece uma resposta conclusiva.

O que pode acontecer agora

O AARO afirma que os materiais permanecem disponíveis para análise e que casos não resolvidos podem continuar sendo examinados à medida que novas informações, técnicas ou dados se tornem disponíveis.

A nova leva amplia o volume de documentos acessíveis ao público e permite analisar tanto episódios militares recentes quanto programas e investigações conduzidos ao longo de décadas. Ainda assim, a publicação dos arquivos não deve ser confundida com uma conclusão sobre a origem dos fenômenos.

Até o momento, o que está confirmado é a existência dos registros, dos relatórios e das observações descritas pelos responsáveis. A explicação definitiva para parte dos casos continua desconhecida.


Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.

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Matias Gomes

Matias Gomes é criador, autor e editor responsável pelo Xplora News. Atua com produção de conteúdo digital desde 2014 e é responsável pela seleção das pautas, consulta e verificação das fontes, contextualização, revisão e aprovação final das publicações sobre Brasil, mundo, geopolítica, tecnologia, clima e atualidades.

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