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Eclipse solar total escurece céu em regiões da Europa

Fenômeno desta quarta-feira (12) atravessou regiões do Ártico e da Europa, com até 2 minutos e 18 segundos de totalidade; eclipse não foi visível no Brasil.

Por Matias Gomesagosto 12, 20266 min de leitura
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Fenômeno atravessou regiões do Hemisfério Norte nesta quarta-feira (12), com até 2 minutos e 18 segundos de totalidade; no Brasil, o eclipse não pôde ser observado.

  • O eclipse solar total de 12 de agosto de 2026 atravessou Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e uma pequena área de Portugal.
  • O ponto máximo global ocorreu por volta das 14h46, no horário de Brasília, e a maior duração da totalidade chegou a aproximadamente 2 minutos e 18 segundos.
  • O fenômeno não foi visível do Brasil, nem mesmo parcialmente, segundo o Observatório Nacional.

Um eclipse solar total atravessou parte do Hemisfério Norte nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, deixando o Sol completamente encoberto por alguns instantes em uma estreita faixa do planeta. O fenômeno passou pelo norte da Rússia, Groenlândia, Islândia, Atlântico Norte, Espanha e uma pequena região do nordeste de Portugal.

De acordo com a NASA, grande parte das pessoas que estavam dentro da chamada faixa de totalidade viu o Sol desaparecer completamente por menos de dois minutos. Próximo ao centro da trajetória, porém, a duração foi um pouco maior, chegando a cerca de 2 minutos e 18 segundos.

A CNN Brasil acompanhou o avanço do fenômeno ao longo do dia. Considerando os horários globais convertidos para Brasília, a fase parcial começou por volta das 12h34, a totalidade teve início aproximadamente às 13h58 e o ponto máximo global ocorreu por volta das 14h46.

Por que apenas algumas regiões viram o eclipse total?

Um eclipse solar acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e projeta sua sombra sobre uma parte do planeta. A região atingida pela parte mais escura dessa sombra, chamada umbra, é onde o disco solar pode ser completamente encoberto.

Como essa faixa é relativamente estreita, apenas observadores localizados dentro dela conseguem acompanhar a fase de totalidade. Quem está em áreas alcançadas somente pela penumbra observa um eclipse parcial, no qual apenas uma parte do Sol fica escondida.

A trajetória divulgada pela NASA começou no norte da Rússia, próximo à região do Ártico, avançou sobre a Groenlândia e a Islândia e depois atravessou o Atlântico Norte antes de alcançar a Península Ibérica.

Na Espanha, o fenômeno ocorreu já próximo ao pôr do sol. Informações do Instituto Geográfico Nacional da Espanha (IGN) mostram que a faixa de totalidade atravessou o país de oeste a leste, passando por áreas próximas a cidades como A Coruña, Oviedo, León, Bilbao, Zaragoza e Valência, além das Ilhas Baleares.

Em León, por exemplo, a totalidade começou por volta das 20h28 no horário local e terminou aproximadamente dois minutos depois. Em outras regiões mais próximas do fim da trajetória, o Sol já estava muito baixo no horizonte quando ocorreu o máximo do eclipse.

Eclipse não foi visível no Brasil

Apesar da repercussão mundial, o eclipse solar de 12 de agosto não pôde ser observado de nenhuma região do Brasil, nem mesmo em sua fase parcial.

A informação foi confirmada pelo Observatório Nacional (ON), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Segundo o órgão, a geometria do fenômeno fez com que tanto a umbra quanto a área relevante da penumbra estivessem direcionadas para o Hemisfério Norte.

Na prática, isso significa que estar no mesmo continente ou relativamente próximo da trajetória não é suficiente para observar um eclipse. A posição exata do observador em relação à sombra projetada pela Lua determina se o fenômeno será total, parcial ou simplesmente não será visível.

Por que o eclipse de 2026 foi importante para a Europa?

O evento teve importância especial para a Península Ibérica. Segundo o IGN, foi o primeiro eclipse total do Sol visível da Espanha peninsular em mais de um século.

A Agência Espacial Europeia (ESA) também organizou atividades de observação e divulgação científica relacionadas ao evento. Além do impacto visual, eclipses totais oferecem uma oportunidade para observar com mais facilidade estruturas da atmosfera externa do Sol, conhecida como coroa solar.

Durante a totalidade, a Lua encobre a superfície brilhante do Sol e o céu escurece temporariamente. A coroa, normalmente ofuscada pela intensa luminosidade solar, torna-se muito mais evidente nesse curto intervalo.

É seguro olhar diretamente para um eclipse solar?

A observação exige cuidados específicos. A NASA alerta que óculos de sol comuns não oferecem proteção suficiente para observar diretamente o Sol.

Durante todas as fases parciais de um eclipse solar, é necessário utilizar filtros próprios para observação solar. Câmeras, telescópios e binóculos também precisam de filtros adequados instalados na parte frontal do equipamento.

Em um eclipse total, somente durante o curto período em que a Lua cobre completamente a face brilhante do Sol é possível observar diretamente o fenômeno sem a proteção específica. Assim que qualquer parte do Sol reaparece, a proteção deve ser utilizada novamente.

Quando o Brasil verá outro eclipse solar?

Embora o fenômeno desta quarta-feira tenha ficado fora do alcance dos brasileiros, o calendário astronômico reserva novas oportunidades.

Segundo o Observatório Nacional, em 6 de fevereiro de 2027 ocorrerá um eclipse solar anular cuja faixa de anularidade passará sobre o oceano próximo ao litoral do Rio de Janeiro. O evento poderá ser observado como eclipse parcial em quase todo o Brasil, com exceção do extremo noroeste do país.

Já o próximo eclipse solar total cuja faixa de totalidade atravessará o Brasil está previsto para 12 de agosto de 2045. De acordo com o ON, a trajetória deverá passar por estados das regiões Norte e Nordeste, enquanto outras áreas do país poderão acompanhar o fenômeno parcialmente.

O eclipse de 12 de agosto de 2026 terminou após percorrer milhares de quilômetros pelo Hemisfério Norte. Além dos registros feitos pelo público, o evento foi acompanhado por instituições científicas e agências espaciais, transformando uma ocorrência astronômica de poucos minutos em uma oportunidade de observação e divulgação da ciência.

Fontes consultadas

Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.

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Matias Gomes

Matias Gomes é criador, autor e editor responsável pelo Xplora News. Atua com produção de conteúdo digital desde 2014 e é responsável pela seleção das pautas, consulta e verificação das fontes, contextualização, revisão e aprovação final das publicações sobre Brasil, mundo, geopolítica, tecnologia, clima e atualidades.

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