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segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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Eclipse lunar parcial no Brasil cobrirá 96% da Lua

Fenômeno ocorrerá na noite de 27 para 28 de agosto e deixará apenas uma pequena parte do disco lunar fora da sombra mais escura da Terra.

Por Matias Gomesagosto 24, 20265 min de leitura
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Uma pequena faixa iluminada será praticamente tudo o que restará da Lua durante um dos principais eventos astronômicos visíveis do Brasil em 2026. Na noite de 27 para 28 de agosto, um eclipse lunar parcial no Brasil poderá ser acompanhado de todas as regiões do país e chegará muito perto de apresentar a aparência de um eclipse total.

No momento de maior cobertura, 96,2% da área aparente da Lua estará obscurecida pela sombra mais escura da Terra. Apesar da porcentagem elevada, o fenômeno continuará sendo classificado oficialmente como um eclipse parcial, já que uma pequena parte do disco lunar permanecerá fora da umbra.

O evento começará ainda na noite de quinta-feira (27) e avançará pela madrugada de sexta-feira (28). A fase parcial, aquela em que o escurecimento da Lua se torna muito mais evidente para quem observa a olho nu, terá aproximadamente 3 horas e 18 minutos de duração.

Eclipse lunar parcial no Brasil: confira os horários

De acordo com o Observatório Nacional, todas as fases do eclipse poderão ser vistas do Brasil, desde que o céu esteja aberto. Os horários abaixo seguem o Horário Legal de Brasília (UTC-3):

  • 22h24 de 27 de agosto: início do eclipse penumbral;
  • 23h34: início do eclipse parcial;
  • 1h13 de 28 de agosto: máximo do eclipse;
  • 2h52: fim do eclipse parcial;
  • 4h02: fim do eclipse penumbral.

Moradores de regiões brasileiras que utilizam outros fusos precisam ajustar o relógio. No fuso UTC-4, utilizado em áreas como parte da Região Norte, deve-se subtrair uma hora. No Acre, que utiliza UTC-5, são duas horas a menos. Em Fernando de Noronha, no UTC-2, deve ser acrescentada uma hora aos horários de Brasília.

A melhor parte para acompanhar visualmente começa às 23h34 no horário de Brasília, quando a Lua passa a entrar de maneira mais profunda na umbra, a região mais escura da sombra projetada pela Terra.

Por que 96% da Lua será coberta, mas o eclipse não será total?

O número pode causar alguma confusão. Se 96,2% da Lua estará obscurecida, por que o evento continua sendo chamado de parcial?

A resposta está na geometria do alinhamento. Um eclipse lunar acontece quando a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua e sua sombra é projetada sobre o satélite natural. Essa sombra possui duas regiões principais: a penumbra, mais clara, e a umbra, muito mais escura.

Durante um eclipse lunar total, todo o disco da Lua entra na umbra. Desta vez, isso não acontecerá: uma pequena extremidade permanecerá fora dela. Por isso, mesmo que visualmente o fenômeno se aproxime bastante de um eclipse total, sua classificação continua sendo de eclipse lunar parcial.

Outro detalhe importante é a diferença entre magnitude e obscurecimento. Os cálculos astronômicos indicam magnitude umbral próxima de 0,930, enquanto o obscurecimento será de 96,2%. A magnitude considera a proporção do diâmetro lunar atingida pela umbra, enquanto o obscurecimento representa a parcela da área aparente do disco coberta pela sombra.

A Lua poderá ficar avermelhada?

Como a Lua entrará profundamente na sombra terrestre, grande parte do disco poderá assumir tonalidades mais escuras, avermelhadas ou alaranjadas durante o auge do fenômeno. A aparência exata dependerá também das condições atmosféricas.

Isso acontece porque parte da luz solar atravessa a atmosfera da Terra antes de chegar à Lua. Comprimentos de onda mais azulados são espalhados com maior intensidade, enquanto tons avermelhados conseguem atravessar a atmosfera e atingir a superfície lunar.

O efeito é semelhante ao responsável pelas cores avermelhadas observadas durante o nascer e o pôr do Sol. No entanto, como uma pequena parcela da Lua continuará recebendo iluminação solar direta, o evento não será um eclipse lunar total.

É preciso usar óculos para observar o eclipse?

Não. Diferentemente dos eclipses solares, observar um eclipse lunar diretamente não oferece risco aos olhos. Não são necessários óculos especiais, filtros ou equipamentos de proteção.

O fenômeno poderá ser acompanhado a olho nu. Binóculos e telescópios podem revelar mais detalhes da superfície lunar e do avanço da sombra, mas não são necessários para visualizar o eclipse.

O principal fator será o clima. Nuvens densas podem impedir a observação mesmo em regiões onde astronomicamente o eclipse estará completamente visível.

Para quem não conseguir observar o céu diretamente, o Observatório Nacional anunciou uma transmissão ao vivo a partir das 23h de quinta-feira (27).

Brasil terá posição favorável para acompanhar o fenômeno

O eclipse de agosto terá uma condição especialmente interessante para os brasileiros porque o país estará no lado noturno da Terra durante todas as principais etapas. Isso permitirá acompanhar desde a entrada na penumbra até a saída da sombra terrestre.

A situação é diferente do eclipse solar total ocorrido em 12 de agosto de 2026. A faixa de totalidade daquele fenômeno passou pelo Hemisfério Norte e não alcançou o território brasileiro.

Eclipses solares e lunares costumam aparecer próximos no calendário porque dependem de períodos em que Sol, Terra e Lua estão posicionados próximos dos pontos necessários para o alinhamento. O eclipse lunar de 28 de agosto ocorre pouco mais de duas semanas depois do eclipse solar de 12 de agosto.

Quando haverá outro grande eclipse lunar no Brasil?

Quem perder o fenômeno terá de esperar para encontrar uma situação semelhante. Segundo o Observatório Nacional, os eclipses lunares previstos para 2027 serão penumbrais, fenômenos bem mais discretos e que podem ser difíceis de perceber a olho nu.

Na noite de 11 para 12 de janeiro de 2028 haverá outro eclipse lunar parcial visível de todo o Brasil, mas a cobertura será muito menor: aproximadamente 2,4% da Lua.

Um eclipse lunar total com visibilidade em todo o território brasileiro está previsto para a noite de 25 para 26 de junho de 2029.

Por isso, o evento de agosto de 2026 se destaca: embora tecnicamente parcial, ele deixará quase todo o disco lunar dentro da sombra terrestre e poderá ser acompanhado sem equipamentos especiais de todas as regiões brasileiras, desde que as nuvens não atrapalhem.


Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.

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Matias Gomes

Matias Gomes é criador, autor e editor responsável pelo Xplora News. Atua com produção de conteúdo digital desde 2014 e é responsável pela seleção das pautas, consulta e verificação das fontes, contextualização, revisão e aprovação final das publicações sobre Brasil, mundo, geopolítica, tecnologia, clima e atualidades.

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