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Arábia Saudita intensifica ataques no Iêmen

Arábia Saudita intensifica ataques no Iêmen contra os Houthis após bombardeios a aeroportos sauditas. Entenda os confrontos e a escalada militar.

Por Matias Gomesoutubro 12, 20266 min de leitura
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A Arábia Saudita intensificou seus ataques aéreos contra posições dos rebeldes Houthis no Iêmen nesta segunda-feira (12 de outubro de 2026), em meio a uma escalada de confrontos que já provocou dezenas de vítimas e afetou o funcionamento de aeroportos sauditas. A ofensiva ocorre após uma sequência de ataques com mísseis e drones contra instalações estratégicas do reino.

Segundo informações da Reuters, bombardeios sauditas atingiram regiões controladas pelos Houthis, incluindo a província de Al-Jawf, no norte do Iêmen. O grupo também relatou ataques contra áreas da capital, Sanaa.

A nova onda de violência ocorre poucos dias depois de um ataque contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, capital da Arábia Saudita, que deixou pelo menos 13 mortos e mais de 300 feridos, de acordo com os balanços divulgados pelas autoridades sauditas e repercutidos pela imprensa internacional.

Bombardeios da Arábia Saudita no Iêmen deixam vítimas

Os ataques aéreos registrados nesta segunda-feira atingiram áreas sob controle dos rebeldes Houthis, movimento político e militar que domina Sanaa e partes significativas do norte do Iêmen.

De acordo com a Associated Press, autoridades ligadas aos Houthis afirmaram que bombardeios contra dois distritos de Sanaa e regiões do norte do país deixaram pelo menos 10 mortos e 19 feridos.

Os números foram apresentados pelo grupo e ainda não haviam sido confirmados de forma independente. Também não estava estabelecido quantas vítimas eram civis ou integrantes das forças militares Houthis.

As operações fazem parte de uma campanha militar mais ampla, conduzida pela Arábia Saudita em apoio às forças do governo iemenita internacionalmente reconhecido.

Nas últimas semanas, os confrontos ganharam intensidade após avanços territoriais dos Houthis e operações de forças apoiadas pelos sauditas nas proximidades do estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem marítima estratégica para o comércio internacional.

Ataques contra aeroporto saudita deixam mortos e centenas de feridos

A escalada militar ganhou força no sábado (10), quando um ataque atribuído aos Houthis atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad.

Conforme os balanços atualizados divulgados pela Reuters, o episódio deixou 13 mortos e mais de 300 feridos. Entre as vítimas estavam cidadãos sauditas e estrangeiros.

No domingo (11), um novo projétil atingiu o complexo aeroportuário, provocando um incêndio e deixando mais uma pessoa morta e 11 feridos.

Com os dois episódios, o número de mortes relacionadas aos ataques do fim de semana chegou a pelo menos 14, enquanto centenas de pessoas precisaram de atendimento médico.

Os Houthis reivindicaram ataques contra instalações sauditas, incluindo o aeroporto de Riad, e ameaçaram continuar suas operações caso a ofensiva militar no Iêmen não fosse interrompida.

A sequência de ataques provocou a suspensão de voos, cancelamentos de viagens e alertas de segurança emitidos por diferentes autoridades internacionais.

Aeroporto de Riad permanecerá fechado até 17 de outubro

O impacto dos confrontos ultrapassou o campo militar e chegou diretamente à aviação civil.

De acordo com uma reportagem da Reuters publicada nesta segunda-feira, as autoridades sauditas estenderam a suspensão das operações do Aeroporto Internacional Rei Khalid até 17 de outubro.

A decisão foi tomada para permitir inspeções de segurança e avaliações das instalações atingidas.

A suspensão afetou companhias aéreas internacionais e provocou alterações em rotas que utilizam o espaço aéreo saudita.

O aeroporto de Riad é um dos mais movimentados da Arábia Saudita e desempenha papel importante no transporte de passageiros, nos negócios e na conexão do país com outros destinos internacionais.

Quem são os Houthis e por que enfrentam a Arábia Saudita?

Os Houthis, oficialmente conhecidos como Ansar Allah, são um movimento político e militar originário do norte do Iêmen. O grupo ganhou projeção internacional após conquistar a capital Sanaa, em 2014, aprofundando a guerra civil no país.

Em 2015, a Arábia Saudita liderou uma intervenção militar para apoiar o governo iemenita reconhecido internacionalmente e combater o avanço dos rebeldes.

Os Houthis recebem apoio do Irã, adversário regional histórico da Arábia Saudita, e desenvolveram capacidades militares que incluem drones, mísseis balísticos e armamentos de longo alcance.

Embora o conflito tenha apresentado períodos de redução das hostilidades, a disputa pelo controle territorial e político do Iêmen permaneceu sem uma solução definitiva.

A atual escalada também está relacionada à segurança do estreito de Bab el-Mandeb, passagem que conecta o Mar Vermelho ao golfo de Áden e integra uma das principais rotas marítimas entre a Ásia e a Europa.

A instabilidade nessa região pode provocar desvios de navios, elevar despesas com seguros e transporte marítimo e ampliar a pressão sobre cadeias internacionais de abastecimento.

Conflito pode provocar uma escalada no Oriente Médio

A intensificação das operações preocupa outros países da região diante da possibilidade de que os ataques ultrapassem as fronteiras do Iêmen e da Arábia Saudita.

O Irã, que mantém relações com os Houthis, ofereceu ajuda para facilitar o diálogo entre as partes. Já os Emirados Árabes Unidos defenderam uma maior coordenação entre os países do Golfo para responder às ameaças de segurança.

Segundo a Reuters, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também mencionou a possibilidade de participação americana em operações contra os Houthis. Até a publicação das informações consultadas, não havia confirmação de uma nova intervenção militar americana nessa ofensiva.

Outra preocupação envolve instalações petrolíferas e aeroportuárias sauditas, que já foram mencionadas pelos Houthis como possíveis alvos.

Para o Brasil, os principais riscos indiretos estão relacionados à instabilidade dos mercados de energia, ao transporte marítimo e aos custos internacionais de logística, especialmente caso o conflito se prolongue ou comprometa rotas comerciais estratégicas.

O que pode acontecer agora?

A Arábia Saudita enfrenta o desafio de proteger suas instalações estratégicas enquanto mantém operações militares contra os Houthis no território iemenita.

Os rebeldes, por sua vez, continuam ameaçando novos ataques contra a infraestrutura saudita, indicando que uma interrupção imediata das hostilidades ainda é incerta.

O avanço das operações militares, a segurança dos aeroportos e a possibilidade de negociações diplomáticas deverão ser acompanhados nos próximos dias.

Até o momento, não há confirmação de um acordo capaz de encerrar os confrontos. O número de vítimas dos bombardeios no Iêmen também poderá mudar conforme novas informações forem divulgadas e verificadas.


Fontes consultadas

Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.

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Matias Gomes

Matias Gomes é criador, autor e editor responsável pelo Xplora News. Atua com produção de conteúdo digital desde 2014 e é responsável pela seleção das pautas, consulta e verificação das fontes, contextualização, revisão e aprovação final das publicações sobre Brasil, mundo, geopolítica, tecnologia, clima e atualidades.

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