Maggie sobreviveu a 17 tiros e se tornou cão de terapia
Encontrada gravemente ferida e grávida no Líbano, Maggie perdeu a visão, foi resgatada e acabou transformando sua própria história em uma forma de ajudar outras pessoas.

Encontrada gravemente ferida no Líbano, Maggie sobreviveu a uma história de violência que ganhou repercussão internacional. A cadela, que ficou cega após sofrer graves maus-tratos e ser atingida por disparos, foi resgatada, ganhou um novo lar no Reino Unido e posteriormente se tornou cão de terapia.
- O que aconteceu: Maggie foi encontrada grávida, cega e gravemente ferida no Líbano.
- O que aconteceu depois: após o resgate, ela foi levada para o Reino Unido e adotada por Kasey Carlin.
- Por que a história ganhou destaque: Maggie passou a trabalhar como cão de terapia e a participar de atividades com crianças, idosos e outras pessoas.
A história de Maggie, a cadela que sobreviveu a 17 tiros, parece difícil de acreditar à primeira vista. O caso, porém, foi documentado por diferentes veículos internacionais, entre eles a ITV, a KTVU/Fox e a Europa Press.
A cadela foi encontrada no Líbano em condições extremamente graves. Reportagens publicadas na época relatam que Maggie estava grávida, havia perdido a visão, tinha uma das orelhas mutilada e apresentava ferimentos provocados por disparos.
A KTVU/Fox informou em 2019 que Maggie havia sido atingida 17 vezes. A ITV também registrou que ela havia sido encontrada no Líbano após ser baleada várias vezes, perder a visão e sofrer a mutilação de uma das orelhas.
Como Maggie sobreviveu a 17 tiros e ganhou uma nova vida
O resgate mudou completamente o destino da cadela. Segundo a Europa Press, Maggie foi encontrada acorrentada, grávida e abandonada no Líbano.
A organização britânica Wild at Heart Foundation participou do processo de resgate e transferência da cadela. Depois de tratamentos veterinários e da mobilização para retirá-la do país, Maggie foi levada ao Reino Unido.
Foi nesse período que ela passou a viver com Kasey Carlin, em Brighton, na Inglaterra. A intenção inicial era oferecer acolhimento temporário, mas Maggie acabou sendo adotada definitivamente.
A história chamou atenção também pela forma como a cadela se adaptou à perda da visão. Carlin passou a ajudá-la a reconhecer o ambiente e a responder a comandos usados para indicar obstáculos e direções.
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De sobrevivente a cão de terapia
Em março de 2019, quando Maggie apareceu no programa britânico This Morning, da ITV, ela ainda estava em treinamento para se tornar cão de terapia.
Meses depois, o processo havia avançado. Em julho daquele ano, a KTVU/Fox já descrevia Maggie como um cão de terapia que participava de atividades voltadas a crianças, idosos e pessoas com deficiência.
A cadela também passou a ser utilizada em atividades educativas sobre temas como bullying, aceitação das diferenças, deficiência e convivência responsável com animais.
A Europa Press relatou posteriormente que Maggie havia recebido o registro como cão de terapia e realizava visitas a residências, hospitais e universidades.
Maggie também passou a trabalhar com crianças e idosos
A história não terminou com a recuperação física. Uma reportagem da Telemundo, baseada em entrevista concedida por Kasey Carlin ao programa Today, mostrou em 2021 que Maggie continuava participando de atividades de terapia.
Segundo a publicação, ela trabalhava principalmente com pessoas idosas, incluindo pacientes com demência, e também visitava escolas. Nessas atividades, a história da cadela era usada para abordar temas como bullying, empatia e respeito às diferenças.
Carlin afirmou ainda que Maggie havia desenvolvido uma relação particularmente próxima com uma moradora de uma instituição para idosos. Mesmo sem enxergar, a cadela conseguia reconhecer o caminho até o quarto dela.
A trajetória de Maggie também ajudou a chamar atenção para animais com deficiência que aguardam adoção.
Uma história que ganhou o mundo
A história de Maggie começou a alcançar um público internacional principalmente entre 2018 e 2019. A cadela ganhou seguidores nas redes sociais sob o nome Maggie the Wunderdog e sua trajetória passou a ser noticiada em diferentes países.
Em 2020, Kasey Carlin publicou o livro The Miraculous Life of Maggie the Wunderdog, dedicado à história da cadela e ao processo de recuperação.
É importante destacar que, apesar de publicações sobre Maggie continuarem circulando nas redes sociais, o resgate não aconteceu recentemente. As principais reportagens que tornaram o caso conhecido internacionalmente foram publicadas em 2019.
O que permanece marcante na história é a transformação ocorrida depois do resgate: um animal que sofreu graves ferimentos passou a viver em segurança e, posteriormente, tornou-se parte de atividades voltadas justamente ao contato e ao apoio de outras pessoas.
Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.




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