Sextântidas Diurnas 2026 chegam ao pico no início de outubro
Chuva de meteoros tem radiante próximo ao Sol e, apesar de estar ativa, é extremamente difícil de acompanhar a olho nu.

As Sextântidas Diurnas 2026 estão entrando no período de maior atividade entre o fim de setembro e o início de outubro. A chuva de meteoros chama atenção não pela quantidade de estrelas cadentes visíveis durante a noite, mas justamente pela dificuldade de observação: seu radiante fica muito próximo do Sol no céu.
De acordo com o calendário de 2026 da International Meteor Organization (IMO), as Sextântidas Diurnas ficam ativas aproximadamente entre 20 de setembro e 6 de outubro, com o máximo previsto para 1º de outubro. A American Meteor Society (AMS), que utiliza parâmetros ligeiramente diferentes para o período de atividade, coloca o máximo em torno de 2 de outubro.
A diferença não significa necessariamente que uma das previsões esteja errada. O máximo de uma chuva de meteoros pode variar de acordo com o conjunto de observações e com o método utilizado para determinar o período de maior atividade.
O que são as Sextântidas Diurnas 2026?
Uma chuva de meteoros acontece quando a Terra atravessa uma região do espaço onde existem pequenas partículas de poeira e detritos. Quando esses fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade, aquecem o ar ao redor e produzem os rastros luminosos popularmente chamados de estrelas cadentes.
No caso das Sextântidas Diurnas, os meteoros parecem partir de uma região do céu próxima à constelação de Sextante. Esse ponto aparente é chamado de radiante.
A IMO identifica a chuva pelo código 221 DSX. No calendário da organização, o radiante durante o máximo aparece próximo das coordenadas de ascensão reta de 156 graus e declinação de aproximadamente -2 graus.
Os meteoros associados à chuva atingem a atmosfera terrestre a cerca de 32 quilômetros por segundo, equivalente a aproximadamente 115 mil km/h.
Por que a chuva de meteoros é chamada de diurna?
O nome pode causar uma impressão errada. Os meteoros não passam a existir somente durante o dia e também não precisam da luz solar para acontecer.
As Sextântidas recebem a classificação de “diurnas” porque, durante o período de atividade, seu radiante está angularmente muito próximo do Sol. Quando essa região do céu está em uma posição favorável, normalmente já existe bastante claridade no horizonte.
Isso torna a observação visual extremamente difícil.
A própria International Meteor Organization afirma que apenas uma quantidade muito pequena de meteoros dessa chuva pode ser detectada por métodos ópticos. Técnicas de observação por rádio são especialmente úteis para acompanhar chuvas diurnas porque não dependem de um céu completamente escuro.
Quando ocorre o pico?
O calendário da International Meteor Organization para 2026 coloca o máximo das Sextântidas Diurnas em 1º de outubro, quando a longitude solar chega aproximadamente a 188 graus.
A American Meteor Society apresenta uma janela ligeiramente diferente. Sua lista de chuvas de meteoros de 2026 indica atividade entre 22 de setembro e 13 de outubro, com o máximo em torno de 2 de outubro.
A base de dados do Meteor Data Center da União Astronômica Internacional (IAU) também registrava as Sextântidas Diurnas entre as chuvas ativas em 30 de setembro de 2026, reforçando que a Terra está justamente atravessando o período associado à corrente de meteoroides.
Por isso, é mais correto considerar o intervalo entre 1º e 2 de outubro como a região do máximo previsto, em vez de tratar um único horário como uma certeza absoluta.
Será possível observar as Sextântidas do Brasil?
Em teoria, alguns meteoros podem ser registrados visualmente pouco antes do amanhecer, quando ainda existe escuridão suficiente e o radiante começa a ocupar uma posição mais favorável.
Na prática, porém, essa é uma chuva bastante difícil para observação casual.
O problema não é simplesmente a localização do observador. O principal obstáculo é a proximidade do radiante com o Sol. A claridade do amanhecer rapidamente impede a visualização da maior parte dos meteoros associados às Sextântidas.
Portanto, quem estiver no Brasil não deve esperar uma grande sequência de estrelas cadentes cruzando o céu durante toda a noite, como pode acontecer em chuvas famosas como as Perseidas ou as Geminídeas.
A ausência de meteoros visíveis também não significa que a chuva não esteja acontecendo. Grande parte da atividade pode continuar sendo detectada por redes de monitoramento, câmeras especializadas e sistemas de rádio.
Quantos meteoros podem aparecer?
O calendário da IMO apresenta para as Sextântidas Diurnas uma taxa horária zenital indicativa de aproximadamente cinco meteoros.
A taxa horária zenital, conhecida pela sigla ZHR, é uma referência utilizada para comparar a atividade de diferentes chuvas sob condições ideais. Ela não significa que um observador necessariamente verá cinco meteoros em uma hora.
A posição do radiante, luminosidade do céu, presença da Lua, poluição luminosa e condições meteorológicas podem reduzir significativamente a quantidade realmente observável.
No caso das Sextântidas, a proximidade do Sol torna essa diferença ainda mais importante.
A American Meteor Society adota uma estimativa visual ainda menor em sua tabela de 2026, mostrando como medições e critérios diferentes podem produzir números distintos para uma chuva cuja observação óptica é particularmente difícil.
Por que os cientistas acompanham uma chuva praticamente invisível?
Chuvas de meteoros permitem estudar as populações de pequenas partículas que cruzam a órbita terrestre. Ao medir trajetórias, velocidades e períodos de atividade, pesquisadores conseguem caracterizar diferentes correntes de meteoroides.
As observações também ajudam a determinar de quais regiões do céu essas partículas aparentemente chegam e como a estrutura dessas correntes muda ao longo dos anos.
No caso de chuvas diurnas, o radar e técnicas de rádio são particularmente importantes porque conseguem identificar sinais associados à entrada de meteoroides mesmo quando a luz do Sol impede observações tradicionais.
O que esperar nos próximos dias
As Sextântidas Diurnas continuarão associadas ao céu do início de outubro, embora as datas exatas de atividade variem entre os catálogos utilizados.
O principal período a acompanhar em 2026 está concentrado em torno de 1º e 2 de outubro. Ainda assim, não se trata de um grande espetáculo visual para observadores comuns.
O fenômeno é mais relevante para redes científicas e observadores equipados para detectar meteoros por técnicas de rádio ou vídeo do que para quem simplesmente pretende olhar para o céu durante a noite.
O que está confirmado é que as Sextântidas constituem uma chuva reconhecida internacionalmente, estão ativas neste período e apresentam meteoros com velocidade em torno de 32 km/s. A pequena diferença entre os calendários sobre o dia do máximo mostra por que previsões de chuvas de meteoros devem ser tratadas como janelas de atividade, e não como um evento que começa exatamente em determinado minuto.
Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.
Fontes consultadas
- International Meteor Organization — calendário de chuvas de meteoros de 2026
- American Meteor Society — lista de chuvas de meteoros de 2026
- IAU Meteor Data Center — base de chuvas de meteoros ativas




0 comentários