Avião cai em Mateus Leme e piloto sobrevive com paraquedas
Piloto de 29 anos acionou o sistema que sustenta a aeronave inteira durante a descida e foi retirado consciente após o pouso de emergência.

Um avião caiu em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após apresentar uma pane e um princípio de incêndio durante um voo na manhã desta terça-feira, 25 de agosto. O piloto de 29 anos, único ocupante, acionou o paraquedas de emergência da própria aeronave e sobreviveu.
- O acidente aconteceu em uma área de mata no distrito de Serra Azul.
- O piloto permaneceu dentro da aeronave durante a descida.
- As circunstâncias da pane serão investigadas pelo Cenipa.
A aeronave era um Cirrus Design SR22, de matrícula PR-VMI. Imagens registradas por moradores mostram o avião descendo com o paraquedas aberto e deixando um rastro de fumaça antes de chegar ao solo.
Avião cai em Mateus Leme após pane durante o voo
De acordo com as informações preliminares divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a aeronave realizava um voo intermunicipal quando apresentou uma pane. Na sequência, teria ocorrido uma pequena explosão em um componente ainda não identificado, acompanhada por um princípio de incêndio.
O avião caiu em uma área de mata nas proximidades da Rua Serra Azul. Os bombeiros foram acionados às 7h53 e enviaram três viaturas para atender à ocorrência e combater as chamas.
Moradores da região chegaram primeiro e ajudaram o piloto a deixar a aeronave. Ele estava consciente e orientado e, durante o atendimento inicial, não apresentava queixas de dor nem escoriações aparentes, segundo informações do Corpo de Bombeiros divulgadas pela Rádio Itatiaia.
O homem foi levado inicialmente para uma unidade de saúde da região. Posteriormente, foi transferido para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, para uma avaliação médica mais detalhada.
Piloto não saltou: paraquedas sustentou o avião inteiro
As primeiras informações sobre o acidente indicavam que o piloto teria se ejetado e saltado de paraquedas. Essa versão foi corrigida após a análise das imagens e o relato do próprio ocupante.
O piloto permaneceu dentro do avião e acionou o paraquedas instalado na aeronave. Conhecido como Cirrus Airframe Parachute System, ou CAPS, o equipamento abre um grande paraquedas conectado à estrutura do avião, reduzindo a velocidade da descida em situações de emergência.
O sistema não transforma a descida em um pouso convencional e não impede necessariamente danos à aeronave. Sua função é diminuir a energia do impacto e aumentar as possibilidades de sobrevivência dos ocupantes. A presença do CAPS em aeronaves da linha SR é confirmada pela própria Cirrus Aircraft.
No caso de Mateus Leme, o avião permaneceu em chamas depois de alcançar o solo. Apesar do incêndio, não houve registro de outras pessoas a bordo nem de vítimas atingidas em terra.
Aeronave estava registrada para uso particular
Conforme consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro relatada pelo UOL, o Cirrus SR22 de matrícula PR-VMI estava em situação regular. O avião era de uso privado e não tinha autorização para transporte aéreo comercial ou atividades de instrução.
A regularidade documental, no entanto, não explica o que aconteceu durante o voo. A pane, o princípio de incêndio e a possível explosão são informações preliminares e ainda precisam ser examinados tecnicamente.
Cenipa investigará os fatores do acidente
Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa, foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência. Essa etapa pode envolver o registro dos destroços, a coleta de evidências, a análise de componentes e a reunião de informações sobre o voo.
A investigação aeronáutica não tem como objetivo determinar culpa ou responsabilidade. De acordo com o Cenipa, o trabalho procura identificar fatores contribuintes e produzir recomendações destinadas à prevenção de novos acidentes.
Até a publicação desta matéria, não havia uma conclusão oficial sobre o componente que teria falhado nem sobre a origem do incêndio. Essas respostas dependerão da análise técnica conduzida pelos investigadores.
Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.




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