Morre Dolly Parton, ícone da música country, aos 80 anos
Cantora de “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You” construiu uma carreira de mais de seis décadas e também se destacou pelo incentivo à leitura infantil.

A cantora e compositora norte-americana Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos, em Nashville, no estado do Tennessee, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por familiares e pelo representante da artista.
A morte de Dolly Parton encerra uma trajetória de mais de seis décadas na música. Reconhecida mundialmente por canções como Jolene, 9 to 5 e I Will Always Love You, ela também trabalhou como atriz, empresária e filantropa.
- O que aconteceu: Dolly Parton morreu aos 80 anos.
- Onde: Nashville, no estado norte-americano do Tennessee.
- O que ainda não se sabe: a causa da morte não foi divulgada.
O que se sabe sobre a morte de Dolly Parton
Dolly Parton morreu pacificamente em Nashville, segundo uma declaração de seu representante divulgada pela Associated Press. A família também confirmou o falecimento à Reuters.
Até a publicação desta matéria, a causa da morte não havia sido informada. Portanto, qualquer explicação sobre as circunstâncias do falecimento que não esteja atribuída à família ou aos representantes da cantora deve ser tratada com cautela.
A artista havia completado 80 anos em 19 de janeiro de 2026. Nos últimos anos, continuava envolvida em projetos musicais, empresariais e beneficentes.
Da infância humilde ao estrelato internacional
Dolly Rebecca Parton nasceu em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee. Ela cresceu em uma família com 12 filhos e transformou experiências da infância no interior dos Estados Unidos em inspiração para diversas composições.
A aproximação com a música começou ainda na infância. Dolly cantava na igreja, aprendeu a tocar instrumentos e participou de programas locais de rádio e televisão. Aos 13 anos, apresentou-se no Grand Ole Opry, um dos palcos mais tradicionais da música country norte-americana.
Após concluir o ensino médio, mudou-se para Nashville para seguir profissionalmente como compositora e cantora. Sua parceria com Porter Wagoner, iniciada na década de 1960, ajudou a apresentá-la a um público maior, mas Dolly posteriormente deixou o programa do artista para desenvolver sua carreira solo.
Foi como despedida dessa parceria profissional que ela escreveu I Will Always Love You. A própria Dolly gravou a composição em 1974. Décadas mais tarde, a canção alcançou uma nova geração por meio da interpretação de Whitney Houston para o filme O Guarda-Costas, lançado em 1992.
“Jolene”, “9 to 5” e os principais sucessos
Jolene, lançada em 1973, tornou-se uma das músicas mais conhecidas de Dolly Parton. A composição foi reinterpretada por artistas de diferentes gerações e estilos, incluindo Miley Cyrus, The White Stripes e Beyoncé.
Dolly ampliou sua presença fora da música country com faixas como Here You Come Again e 9 to 5. Esta última também deu nome ao filme de 1980 no qual a cantora atuou ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin.
Ela ainda participou de produções como Flores de Aço e A Melhor Casa Suspeita do Texas. A combinação entre música, cinema, televisão e negócios transformou Dolly em uma personalidade reconhecida muito além do público country.
Ao longo da carreira, vendeu mais de 100 milhões de discos e acumulou 55 indicações e dez vitórias competitivas no Grammy, conforme o registro oficial da Recording Academy. A cantora também recebeu um Grammy pelo conjunto da obra.
Em 2022, Dolly foi incluída no Rock & Roll Hall of Fame. Inicialmente, ela demonstrou resistência à indicação por considerar que sua trajetória estava mais ligada à música country. Depois da homenagem, lançou o álbum de rock Rockstar, em 2023.
Um legado que ultrapassou a música
O trabalho de Dolly Parton também teve impacto na educação infantil. Em 1995, ela criou a Imagination Library, iniciativa que envia livros gratuitamente todos os meses para crianças cadastradas, desde o nascimento até os cinco anos.
O projeto surgiu no Tennessee e posteriormente chegou a outros países. De acordo com o balanço da própria Imagination Library, mais de 304 milhões de livros haviam sido distribuídos desde a criação do programa até o final de 2025.
Dolly também apoiou pesquisas médicas, programas educacionais e famílias atingidas por incêndios florestais no Tennessee. Em 2020, doou US$ 1 milhão à Universidade Vanderbilt para pesquisas relacionadas à vacina contra a Covid-19.
No mundo dos negócios, seu nome ficou especialmente associado ao Dollywood, parque temático instalado no Tennessee. O empreendimento se tornou uma importante atração turística e fonte de empregos na região onde a artista cresceu.
Por que Dolly Parton se tornou uma figura tão influente
A relevância de Dolly Parton não veio apenas de sua capacidade como intérprete. Ela escreveu milhares de músicas e manteve controle sobre parte importante de sua obra em uma indústria historicamente dominada por homens.
Suas composições abordavam amor, separação, trabalho, desigualdade e lembranças familiares com uma linguagem acessível. Essa capacidade de transformar histórias pessoais em músicas universais ajudou a aproximar o country de públicos de diferentes países.
Sua imagem extravagante, marcada pelos cabelos volumosos e figurinos brilhantes, convivia com uma postura bem-humorada e uma forte identidade ligada às suas origens. Essa combinação fez com que Dolly atravessasse gerações sem ficar restrita a apenas um período da música norte-americana.
O que ainda não foi esclarecido
A morte de Dolly Parton está confirmada pela família e por seu representante. A artista tinha 80 anos e morreu em Nashville nesta terça-feira.
A causa da morte, entretanto, não havia sido divulgada até o fechamento desta matéria. Novas informações poderão ser apresentadas posteriormente pelos familiares ou pela equipe responsável pela carreira da cantora.
Também deverão ser anunciados detalhes sobre homenagens e cerimônias de despedida. A matéria será atualizada caso sejam divulgadas informações oficiais.
Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.




0 comentários