B-2 sobrevoa Casa Branca durante visita de Xi Jinping
Bombardeiro furtivo apareceu acompanhado por quatro caças F-22 em uma demonstração militar prevista no protocolo oficial da visita do presidente chinês.

Um dos momentos de maior destaque da visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos aconteceu nos céus de Washington nesta quinta-feira, 24 de setembro. Um B-2 Spirit sobrevoou a Casa Branca durante a visita de Xi Jinping, acompanhado por quatro caças F-22 Raptor da Força Aérea dos Estados Unidos.
A formação militar não foi improvisada. A Casa Branca havia informado previamente que a cerimônia oficial de recepção terminaria com um sobrevoo envolvendo exatamente um B-2 Spirit e quatro F-22 Raptors.
- O que aconteceu: um B-2 e quatro F-22 passaram sobre a Casa Branca durante a recepção oficial.
- Quem estava presente: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.
- Por que chamou atenção: o B-2 é um dos principais bombardeiros furtivos dos EUA e aeronaves desse modelo foram utilizadas contra instalações nucleares iranianas em 2025.
Por que o B-2 na visita de Xi Jinping chamou atenção
O B-2 Spirit tem uma aparência difícil de confundir com outras aeronaves militares. Seu desenho em formato de asa voadora foi desenvolvido para reduzir sua assinatura diante de sistemas de detecção, característica conhecida como tecnologia stealth.
Segundo a Força Aérea dos Estados Unidos, o bombardeiro foi projetado para penetrar áreas protegidas por sistemas avançados de defesa aérea e pode transportar armamentos convencionais e nucleares.
A aeronave possui alcance intercontinental, é operada por dois tripulantes e utiliza uma combinação de materiais compostos, revestimentos especiais, desenho aerodinâmico e outras tecnologias para diminuir sua assinatura de radar.
Acompanhando o B-2 estavam quatro F-22 Raptor, caças de quinta geração desenvolvidos principalmente para missões de superioridade aérea. A Força Aérea norte-americana destaca no F-22 características como baixa observabilidade, elevada manobrabilidade, sensores integrados e capacidade de voo supersônico sem a utilização contínua de pós-combustores.
O mesmo modelo foi utilizado nos ataques ao Irã
Parte da repercussão do sobrevoo ocorreu porque o B-2 Spirit havia participado pouco mais de um ano antes de uma das operações militares norte-americanas de maior repercussão recente no Oriente Médio.
Em junho de 2025, sete B-2 participaram da Operação Midnight Hammer, ofensiva dos Estados Unidos contra instalações ligadas ao programa nuclear iraniano.
De acordo com um relato oficial do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o principal grupo de ataque era formado por sete bombardeiros B-2, que partiram do território continental norte-americano e realizaram diversos reabastecimentos em voo antes de chegar à região.
Durante a operação, os B-2 lançaram bombas GBU-57 Massive Ordnance Penetrator, armamento desenvolvido para atingir estruturas profundamente protegidas ou subterrâneas.
O Departamento de Defesa informou posteriormente que 14 GBU-57 foram lançadas pelos B-2 contra Fordow e outra instalação nuclear. A ofensiva também envolveu outros meios militares norte-americanos.
Essa ligação histórica explica por que a presença do B-2 durante uma cerimônia envolvendo o líder chinês rapidamente ganhou destaque nas redes sociais.
Sobrevoo fazia parte do protocolo da Casa Branca
Apesar das interpretações que podem surgir em torno da exibição de algumas das aeronaves militares mais avançadas dos Estados Unidos diante do presidente da China, os documentos oficiais disponíveis não classificam o sobrevoo como uma ameaça ou advertência a Pequim.
A Casa Branca apresentou a passagem das aeronaves como parte das demonstrações militares preparadas para a cerimônia oficial de chegada.
O programa também previa apresentações do Old Guard Fife and Drum Corps do Exército, do Silent Drill Platoon dos Fuzileiros Navais e da banda de tambores e clarins dos Marines.
Por isso, afirmar que o B-2 foi enviado especificamente como um “recado militar” à China exigiria evidências adicionais que, até o momento, não foram apresentadas oficialmente.
O que pode ser afirmado é que Washington escolheu incluir em uma cerimônia diplomática uma combinação de aeronaves fortemente associada às capacidades militares de alta tecnologia dos Estados Unidos.
Visita ocorre em momento importante entre Estados Unidos e China
Xi Jinping realiza uma visita de Estado aos Estados Unidos entre os dias 23 e 25 de setembro de 2026, a convite do presidente Donald Trump.
A Reuters informou que a viagem inclui discussões sobre as relações entre Estados Unidos e China e diferentes questões internacionais.
Entre os principais temas que cercam as conversas estão comércio, tecnologia, inteligência artificial, minerais estratégicos e as divergências geopolíticas entre as duas potências.
Antes do encontro, a Reuters também havia noticiado que Trump faria pessoalmente a recepção de Xi na região de Washington, um gesto incomum no protocolo presidencial norte-americano.
O que está confirmado
Está confirmado que um B-2 Spirit e quatro F-22 Raptors foram incluídos na cerimônia de recepção a Xi Jinping e que a própria Casa Branca anunciou previamente o sobrevoo.
Também está documentado que bombardeiros B-2 foram empregados pelos Estados Unidos na Operação Midnight Hammer contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025.
Não há, porém, confirmação de que a aeronave específica vista sobre Washington tenha sido uma das unidades empregadas naquela operação. A comparação correta é entre o mesmo modelo de aeronave.
Da mesma forma, não há indicação oficial de que o sobrevoo tenha sido planejado especificamente como ameaça ou advertência militar à China. Qualquer interpretação nesse sentido deve ser apresentada como análise, e não como fato confirmado.
Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.




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