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terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Gripen e KC-390 voam em formação no 7 de Setembro em Brasília

Passagem reuniu o novo caça da FAB e a aeronave multimissão desenvolvida pela Embraer durante as comemorações da Independência em Brasília.

Por Matias Gomessetembro 7, 20265 min de leitura
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Caças F-39E Gripen da Força Aérea Brasileira (FAB) voaram em formação com um KC-390 Millennium durante o desfile cívico-militar de 7 de Setembro realizado nesta segunda-feira (7), em Brasília. A passagem colocou lado a lado duas das aeronaves mais importantes da atual modernização da aviação militar brasileira.

O Ministério da Defesa confirmou oficialmente que tanto o KC-390 Millennium quanto o F-39 Gripen participaram das apresentações aéreas realizadas durante o desfile na Esplanada dos Ministérios.

  • Local: Brasília, Distrito Federal;
  • Data: 7 de setembro de 2026;
  • Aeronaves: F-39E Gripen e KC-390 Millennium;
  • Operador: Força Aérea Brasileira;
  • Evento: desfile cívico-militar da Independência.

Um dos registros da passagem foi publicado no X por Guilherme Zilse e mostra as aeronaves durante a apresentação sobre a capital federal.

Gripen e KC-390 no 7 de Setembro reúnem dois programas estratégicos

A formação chama atenção não apenas pelo aspecto visual. Ela reúne aeronaves com funções muito diferentes dentro da Força Aérea Brasileira.

O F-39E Gripen é o novo caça de combate da FAB e integra o processo de renovação da defesa aérea brasileira. Já o KC-390 Millennium é uma aeronave militar multimissão desenvolvida pela Embraer, projetada principalmente para transporte de pessoal, equipamentos e cargas, além de outras missões.

Segundo a Embraer, o KC-390 pode ser configurado para transportar tropas e paraquedistas, realizar lançamentos de cargas, apoiar operações de busca e salvamento e atuar em missões de evacuação aeromédica. A plataforma também possui recursos destinados a operações de reabastecimento aéreo.

Essa diferença de funções ajuda a explicar a importância da cena: de um lado estava uma aeronave de combate voltada à defesa do espaço aéreo; do outro, uma plataforma de transporte e apoio capaz de sustentar diferentes tipos de operação militar.

Gripen tem produção e transferência de tecnologia no Brasil

Embora algumas publicações nas redes sociais descrevam o Gripen simplesmente como um caça “nacional”, a história industrial do programa é mais específica.

O Gripen foi desenvolvido originalmente pela empresa sueca Saab. No programa brasileiro, entretanto, o país possui participação significativa em desenvolvimento, engenharia, produção, testes e manutenção por meio de um amplo acordo de transferência de tecnologia.

A Saab informa que mais de 350 especialistas brasileiros participaram de treinamentos ligados ao programa, envolvendo profissionais de empresas e instituições nacionais.

Em maio de 2023, Saab e Embraer inauguraram em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, a primeira linha de montagem final do Gripen E instalada fora da Suécia.

O processo alcançou outro marco em março de 2026, quando Saab, Embraer e FAB apresentaram o primeiro F-39E Gripen produzido no Brasil.

Por isso, a formulação mais precisa é que o Gripen é um projeto de origem sueca com forte participação tecnológica e industrial brasileira, incluindo produção de aeronaves no país.

A Xplora News mostrou recentemente outra etapa do programa: o primeiro voo do Gripen F com um piloto da FAB a bordo, realizado na Suécia. A versão biposto possui participação brasileira em seu desenvolvimento.

KC-390 nasceu no Brasil e ganhou mercado internacional

No caso do KC-390, a origem é diferente. A aeronave foi desenvolvida pela brasileira Embraer para atender inicialmente aos requisitos da Força Aérea Brasileira e se transformou em um dos principais produtos da divisão de Defesa & Segurança da fabricante.

Seu projeto permite operar diferentes configurações no mesmo avião. A Embraer informa que a aeronave pode transportar até 64 paraquedistas ou 80 militares, além de veículos, paletes e outras cargas conforme a missão.

A capacidade multimissão também permite adaptar o KC-390 para evacuação aeromédica, lançamento de material e operações em pistas semi-preparadas ou danificadas.

Isso faz com que sua função dentro da FAB seja muito diferente da desempenhada pelo Gripen: enquanto o caça atua principalmente em missões relacionadas à defesa aérea e combate, o KC-390 amplia a capacidade de deslocar pessoas, equipamentos e recursos para diferentes regiões.

Desfile reuniu mais de 2 mil militares das Forças Armadas

A passagem das aeronaves fez parte de uma programação mais ampla do desfile realizado na Esplanada dos Ministérios.

De acordo com o Ministério da Defesa, 2.085 militares das Forças Armadas participaram do evento em pelotões a pé, viaturas e aeronaves. Outros 754 integrantes representaram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

A programação aérea também contou com a Esquadrilha da Fumaça, enquanto outras atrações envolveram paraquedistas, drones, veículos militares e diferentes unidades das três Forças.

O tema adotado pelo governo para as comemorações deste ano foi “Soberania”. O desfile marcou os 204 anos da Independência do Brasil.

Formação resume uma mudança importante na FAB

Visualmente, a passagem do KC-390 cercado pelos Gripen acabou se tornando uma das cenas de maior destaque da participação da Força Aérea no 7 de Setembro.

Do ponto de vista tecnológico, porém, a imagem também ajuda a representar uma transformação mais ampla: a substituição e incorporação progressiva de novas plataformas na aviação militar brasileira.

O KC-390 representa um projeto concebido e desenvolvido pela indústria aeroespacial brasileira. O Gripen representa uma parceria internacional na qual o Brasil deixou de atuar apenas como comprador para participar também de desenvolvimento, fabricação, testes e manutenção.

São modelos de origens diferentes e com funções distintas, mas que convergem em um ponto: ambos ocupam posição central na atual estrutura de modernização da Força Aérea Brasileira.


Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.

Fontes consultadas

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Matias Gomes

Matias Gomes é criador, autor e editor responsável pelo Xplora News. Atua com produção de conteúdo digital desde 2014 e é responsável pela seleção das pautas, consulta e verificação das fontes, contextualização, revisão e aprovação final das publicações sobre Brasil, mundo, geopolítica, tecnologia, clima e atualidades.

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