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segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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Chuva recorde em Chiba deixa morto e provoca alerta máximo no Japão

Fortes chuvas alagaram cidades próximas a Tóquio, interromperam trens e derrubaram o fornecimento de energia; boletim oficial ampliou a área sob alerta máximo.

Por Matias Gomesagosto 13, 20266 min de leitura
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Chuvas excepcionalmente intensas atingiram a província de Chiba, na região metropolitana de Tóquio, provocando alagamentos, interrupções no transporte, falta de energia e pelo menos uma morte confirmada pelas autoridades japonesas.

O temporal atingiu o leste do Japão nesta quinta-feira, 13 de agosto, e levou a Agência Meteorológica do Japão a emitir seu nível máximo de alerta para chuva forte em diversas cidades da província de Chiba. A situação continuou se agravando durante a noite, com novas áreas sendo incluídas nos avisos de emergência.

De acordo com o 5º boletim da Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão (FDMA), divulgado à meia-noite de 14 de agosto no horário local, uma pessoa morreu na cidade de Ichikawa.

Em Kashiwa, duas pessoas foram retiradas de um veículo atingido pela inundação. No momento do boletim, uma delas estava em parada cardiorrespiratória e o estado da outra ainda estava sendo verificado pelas autoridades. A FDMA ressalta que os dados são preliminares e podem mudar conforme novas informações são recebidas.

Imagens exibidas pela emissora pública NHK e descritas pela Associated Press mostraram pedestres atravessando áreas com água próxima aos joelhos perto da estação de Ichikawa, além de veículos imobilizados em ruas alagadas. Serviços ferroviários também foram suspensos em algumas áreas.

Alerta máximo alcançou 20 municípios de Chiba

Os primeiros relatos sobre a emergência apontavam 14 municípios sob o alerta mais grave de chuva. Entretanto, a área atingida pela medida aumentou ao longo da noite.

Segundo o boletim mais recente da FDMA, o alerta de nível 5 para chuva forte havia sido emitido para 20 municípios de Chiba até as 23h40.

Os primeiros avisos, às 19h30, incluíram Chiba, Ichikawa, Funabashi, Matsudo, Sakura, Narashino, Kashiwa, Ichihara, Yachiyo, Kamagaya, Yotsukaido e Shiroi. Posteriormente, foram acrescentadas Abiko, Inzai, Togane, Yachimata, Mobara, Oamishirasato, Nagara e Shirako.

Alertas de nível 5 especificamente relacionados ao risco de deslizamentos também foram emitidos para Chiba, Ichihara, Mobara e Oamishirasato.

A Agência Meteorológica do Japão (JMA) utiliza uma escala de cinco níveis para comunicar a gravidade de diferentes ameaças meteorológicas. O nível 5 representa uma situação de emergência na qual as pessoas devem adotar todas as medidas possíveis para proteger a própria vida.

Centenas de milhares receberam ordens de evacuação

A expansão da área de risco também fez crescer rapidamente o número de moradores afetados pelas medidas de emergência.

À meia-noite, o boletim da FDMA indicava que, somente em Chiba, 399.970 pessoas, distribuídas por 202 mil residências, estavam em áreas com ordens de evacuação.

Outras 134.250 pessoas, de 70.394 residências em Chiba, estavam sob a medida de “garantia de segurança de emergência”, categoria usada quando o perigo já atingiu um estágio extremo e a prioridade passa a ser proteger a vida com os meios disponíveis.

Os números são superiores aos divulgados nas primeiras horas da emergência. Uma reportagem do UOL, baseada nas informações disponíveis anteriormente, registrava quase 220 mil moradores orientados a buscar locais mais seguros.

A diferença ocorre porque os alertas e as ordens de evacuação foram ampliados conforme a chuva avançou sobre novas cidades durante a noite.

A FDMA também informou que centros responsáveis pelo atendimento do número de emergência 119 em diversas cidades de Chiba receberam grande quantidade de chamadas.

Na cidade de Chiba, equipes investigavam um incidente envolvendo água. Em Ichikawa, um deslizamento de terra havia sido registrado, mas até aquele momento não havia informação sobre vítimas ou danos a edifícios relacionados a esse episódio específico.

Região teve previsão de mais de 100 mm de chuva em uma hora

A intensidade da precipitação chamou atenção das autoridades meteorológicas. Segundo a Associated Press, havia previsão de volumes superiores a 100 milímetros de chuva em apenas uma hora na cidade de Chiba e em outras localidades próximas durante a noite.

Para colocar o volume em perspectiva, 100 milímetros de precipitação representam aproximadamente 100 litros de água sobre cada metro quadrado de superfície.

Takuya Hosomi, funcionário da Agência Meteorológica do Japão citado pela AP, afirmou durante uma entrevista coletiva de emergência que níveis de chuva sem precedentes haviam sido registrados na região.

As inundações também afetaram a rede elétrica. Segundo dados da TEPCO Power Grid citados pela AP, aproximadamente 68 mil residências ficaram sem energia durante o episódio.

Além dos apagões, o temporal afetou linhas ferroviárias e deixou diversas estradas tomadas pela água, ampliando os problemas de deslocamento na região próxima à capital japonesa.

Temporal ocorre após passagem da tempestade tropical Chan-hom

A chuva extrema em Chiba aconteceu logo depois de outro episódio meteorológico severo no Japão.

A tempestade tropical Chan-hom havia atingido o sul da província de Ibaraki na noite de terça-feira, 11 de agosto, antes de perder força e se afastar do país.

Segundo a Associated Press, Chan-hom deixou sete pessoas com ferimentos leves nas províncias de Iwate, Ibaraki e Tochigi.

Mais de 22 mil residências chegaram a ficar sem energia durante a passagem da tempestade, enquanto cerca de 60 voos com origem ou destino no Aeroporto de Haneda, em Tóquio, foram cancelados.

O desembarque de Chan-hom também foi incomum: segundo a AP, foi a primeira vez desde o início dos registros da Agência Meteorológica do Japão, em 1951, que uma tempestade tropical ou tufão tocou terra diretamente na província de Ibaraki.

Apesar da proximidade entre os dois episódios, as fontes consultadas não permitem afirmar que a chuva extrema em Chiba tenha sido causada diretamente por Chan-hom. O que está confirmado é que os eventos ocorreram em sequência e mantiveram partes do leste japonês sob condições meteorológicas severas.

O que ainda precisa ser acompanhado

O número definitivo de vítimas e a extensão total dos danos ainda não estavam estabelecidos no boletim analisado.

A própria FDMA classifica seus levantamentos como preliminares, o que significa que números de vítimas, moradores afetados e danos materiais podem ser atualizados conforme informações das autoridades municipais e equipes de emergência sejam consolidadas.

Entre os pontos que ainda precisam ser acompanhados estão o estado das pessoas resgatadas em Kashiwa, possíveis novas vítimas, a quantidade de residências atingidas pelas inundações, a normalização do fornecimento de energia e dos serviços ferroviários e a retirada gradual dos alertas meteorológicos.

A província de Chiba instalou uma estrutura de resposta a desastres às 19h30 de quinta-feira. A FDMA também ativou seu centro de operações e enviou orientações às autoridades locais diante da rápida expansão da emergência.

Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.

Fontes consultadas

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Matias Gomes

Matias Gomes é criador, autor e editor responsável pelo Xplora News. Atua com produção de conteúdo digital desde 2014 e é responsável pela seleção das pautas, consulta e verificação das fontes, contextualização, revisão e aprovação final das publicações sobre Brasil, mundo, geopolítica, tecnologia, clima e atualidades.

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