A tensão geopolítica na América do Sul atingiu um nível crítico nesta sexta-feira (19). Em entrevista exclusiva à rede NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “não descarta” o início de um conflito armado com a Venezuela, caso a crise do bloqueio de petróleo não seja resolvida diplomaticamente.
A declaração contundente ocorre menos de 24 horas após Washington implementar um bloqueio naval total, impedindo que petroleiros sancionados entrem ou saiam dos portos venezuelanos.
O Ultimato de Washington
Ao ser questionado sobre até onde os EUA iriam para manter o bloqueio, Trump foi direto: “Eles estão roubando recursos que pertencem ao mercado livre. Nós temos a maior marinha do mundo. Se eles quiserem testar nossa determinação, não descartamos nenhuma opção, inclusive a militar.”
Reação Internacional e Risco de Escalada
A retórica de guerra acendeu o alerta vermelho em países vizinhos e potências rivais. O governo venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, classificou o bloqueio como “pirataria moderna” e prometeu escolta militar para seus navios mercantes.
Analistas militares apontam que a presença de navios de guerra americanos e aeronaves venezuelanas no mesmo espaço marítimo aumenta drasticamente a chance de um acidente ou erro de cálculo que poderia precipitar uma guerra aberta.
- Rússia: O Kremlin, aliado de Caracas, pediu “moderação máxima” e criticou a política de sanções.
- Brasil: O Itamaraty monitora a situação na fronteira norte com preocupação, temendo um fluxo migratório em massa caso o conflito estoure.
Fonte: Baseado em informações de O Globo e Agências Internacionais.

