Tim Curry, astro de Rocky Horror e It, morre aos 80 anos
Ator britânico morreu pacificamente em sua casa, em Los Angeles, após mais de cinco décadas de trabalhos no teatro, no cinema, na televisão e na dublagem.

Tim Curry, astro de The Rocky Horror Picture Show e da minissérie It, morreu aos 80 anos em sua casa, em Los Angeles, nos Estados Unidos. O falecimento ocorreu em 25 de agosto de 2026 e foi confirmado no dia seguinte por sua empresária, Marcia Hurwitz.
De acordo com a Associated Press e a Reuters, o ator morreu pacificamente após um longo período enfrentando problemas de saúde. A causa médica específica, entretanto, não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.
- O que aconteceu: Tim Curry morreu aos 80 anos em Los Angeles.
- Quem confirmou: a empresária do ator, Marcia Hurwitz.
- Por que importa: Curry construiu uma carreira de mais de cinco décadas e interpretou personagens que se tornaram referências da cultura pop.
Tim Curry morreu aos 80 anos: o que foi confirmado
Tim Curry morreu em sua residência em Los Angeles, onde vivia havia vários anos. Sua empresária informou que o artista morreu pacificamente. A notícia foi publicada por diferentes veículos internacionais, incluindo Associated Press, Reuters e People.
A informação disponível até o momento não permite determinar qual problema médico provocou a morte. Embora Curry tenha sofrido um grave acidente vascular cerebral em 2012 e enfrentado limitações de mobilidade desde então, não há confirmação de que o AVC tenha sido a causa direta do falecimento.
O ator passou a utilizar uma cadeira de rodas depois do episódio, mas permaneceu ligado ao meio artístico. A voz marcante permitiu que continuasse realizando dublagens e participando de projetos nos quais suas limitações físicas não impediam o trabalho.
Em suas aparições públicas mais recentes, Curry falava sobre a adaptação de sua rotina, o apoio recebido durante a recuperação e a relação construída com fãs de diferentes gerações.
De Frank-N-Furter a Pennywise
Timothy James Curry nasceu em 19 de abril de 1946, em Grappenhall, no condado inglês de Cheshire. Depois de estudar na Universidade de Birmingham, iniciou sua trajetória profissional nos palcos britânicos. Um de seus primeiros trabalhos importantes aconteceu na montagem londrina do musical Hair, em 1968.
A transformação definitiva de sua carreira veio com o papel do Dr. Frank-N-Furter em The Rocky Horror Show, musical que estreou em Londres em 1973. Curry voltou a interpretar o personagem na adaptação cinematográfica The Rocky Horror Picture Show, lançada em 1975.
Embora não tenha sido um grande sucesso comercial em seu lançamento inicial, o filme ganhou público ao longo dos anos por meio de sessões especiais, exibições à meia-noite e eventos com participação dos espectadores. A produção acabou se transformando em um dos maiores fenômenos cult do cinema.
A atuação de Curry como Frank-N-Furter demonstrou características que acompanhariam boa parte de sua carreira: presença teatral, humor ácido, voz poderosa e facilidade para interpretar personagens extravagantes. Sua performance também se tornou importante para públicos que encontraram no filme uma celebração da liberdade de expressão e da quebra de convenções.
Em 1990, Curry voltou a marcar a cultura popular ao interpretar Pennywise na minissérie It: Uma Obra-Prima do Medo, primeira grande adaptação televisiva do romance de Stephen King. Sua composição do palhaço, alternando humor, ameaça e expressões perturbadoras, permaneceu como uma das versões mais reconhecidas do personagem.
Décadas mais tarde, Pennywise ganhou uma nova interpretação de Bill Skarsgård nos filmes lançados em 2017 e 2019. Mesmo assim, o trabalho de Curry continuou sendo lembrado como uma das imagens mais conhecidas do terror produzido para a televisão nos anos 1990.
Filmes que aproximaram Tim Curry de diferentes gerações
A carreira cinematográfica de Curry não ficou restrita a Rocky Horror e It. Em Os Sete Suspeitos, de 1985, ele interpretou o mordomo Wadsworth, responsável por conduzir boa parte do mistério e do humor da história.
No mesmo ano, apareceu praticamente irreconhecível como o Lorde das Trevas em A Lenda, fantasia dirigida por Ridley Scott e protagonizada por Tom Cruise. A caracterização, formada por maquiagem pesada, grandes chifres e próteses, ajudou a transformar o personagem em uma das imagens mais conhecidas do filme.
Para outra geração, Curry ficou conhecido como o senhor Hector, funcionário do Hotel Plaza que desconfia de Kevin McCallister em Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York, de 1992. Mesmo em um papel secundário, suas expressões e o confronto cômico com o protagonista fizeram do personagem uma presença memorável.
O ator também esteve em produções como Annie, Os Três Mosqueteiros, Todo Mundo em Pânico 2 e Os Muppets na Ilha do Tesouro. A variedade desses trabalhos mostra como Curry transitava entre musical, comédia, fantasia, aventura e terror sem ficar associado a um único gênero.
Carreira no teatro e trabalhos como dublador
Antes e depois do reconhecimento no cinema, Tim Curry manteve uma relação constante com o teatro. Na Broadway, recebeu três indicações ao Tony, uma das principais premiações do teatro norte-americano.
As indicações vieram por suas atuações como Wolfgang Amadeus Mozart em Amadeus, Alan Swann em My Favorite Year e Rei Arthur no musical Spamalot, inspirado no humor do grupo britânico Monty Python.
Na dublagem, Curry usou seu barítono característico para construir personagens igualmente reconhecíveis. Ele interpretou o Capitão Gancho em Peter Pan e os Piratas, trabalho pelo qual recebeu um Daytime Emmy, e deu voz a Nigel Thornberry em Os Thornberrys.
Sua lista de trabalhos de voz também incluiu produções como FernGully: As Aventuras de Zak e Crysta na Floresta Tropical, Star Wars: The Clone Wars e diferentes séries, filmes, audiolivros e jogos eletrônicos.
A dublagem ganhou ainda mais importância após o AVC sofrido em 2012. Embora o problema tenha reduzido suas aparições em produções com atuação física, Curry conseguiu continuar trabalhando com a voz e participando de encontros com fãs.
Últimos trabalhos e autobiografia
Em 2016, Tim Curry participou da nova versão televisiva de The Rocky Horror Picture Show. Em vez de repetir Frank-N-Furter, interpretou o narrador e criminologista, criando uma ligação direta entre a produção original e a adaptação.
O ator também retornou ao cinema no terror Stream, lançado em 2024. No ano seguinte, publicou a autobiografia Vagabond: A Memoir, na qual relembrou a infância, a formação artística, os bastidores de seus principais personagens e a adaptação de sua carreira depois do AVC.
Segundo a People, uma de suas últimas aparições públicas aconteceu em novembro de 2025, durante uma celebração dos 50 anos de The Rocky Horror Picture Show, em Nova York.
A participação mostrou como Curry havia se reaproximado da obra que marcou o início de sua fama. Durante parte de sua trajetória, ele evitou ficar limitado à imagem de Frank-N-Furter, mas posteriormente passou a participar de homenagens, convenções e eventos relacionados ao filme.
O legado deixado por Tim Curry
A importância de Tim Curry está na capacidade de tornar personagens secundários, excêntricos ou ameaçadores tão lembrados quanto os protagonistas. Mesmo quando aparecia por poucos minutos, sua voz, suas expressões e sua formação teatral davam uma identidade própria aos papéis.
Sua trajetória também atravessou diferentes meios. Curry foi protagonista de musical, ator de cinema, intérprete televisivo, cantor, narrador e dublador. Essa versatilidade permitiu que fosse reconhecido por públicos que conheceram seu trabalho em épocas e produções completamente diferentes.
Está confirmado que Tim Curry morreu aos 80 anos, pacificamente em sua residência, após um período prolongado de problemas de saúde. A causa médica específica não foi informada. Novas manifestações de familiares, representantes e colegas poderão acrescentar informações sobre homenagens e cerimônias de despedida.
Apuração e curadoria: Xplora News. Conteúdo elaborado a partir das fontes indicadas, com seleção de pauta, verificação e revisão editorial humana. Ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio à organização e à redação.




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